Vigilantes contratados pela Vic Segurança, empresa terceirizada pela Caixa Econômica Federal e pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), não teriam recebido pagamento pelo serviço prestado nos últimos meses. No caso do trabalho feito para a Caixa, a situação estaria acontecendo desde junho, afetando 200 trabalhadores de Juiz de Fora e região, conforme informações do Sindicato dos Vigilantes. Já os colaboradores que trabalharam para o TRT estariam sendo lesados há mais tempo, o número chegaria a 300 em Minas Gerais, sendo menos de dez com atuação na cidade.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em Juiz de Fora confirmou que algumas tentativas de conciliação foram feitas para solucionar o caso. "Fizemos reuniões de mediação com representantes do sindicato da categoria e da empresa, mas a situação não foi resolvida", explicou o chefe do Setor de Relações do Trabalho do órgão, Sérgio Nagasawa. Diante disso, o Sindicato dos Vigilantes recorreu à Justiça do Trabalho.
De acordo com o presidente da entidade, Josias Luciano Rosa, a realidade dos vigilantes que trabalharam para a Caixa é mais difícil. "O contrato terminou em 18 de julho, e a recisão, que deveria ser feita em dez dias, não ocorreu. Assim, os trabalhadores que não foram aproveitados pela nova prestadora de serviço estão sem seguro desemprego e não puderam sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)." Segundo ele, os funcionários não receberam o valor combinado. "No último dia 6, eles receberam R$ 500. E hoje (sexta-feira, 30) foram depositados R$ 54. É uma situação absurda."
A entidade atribui a responsabilidade da situação enfrentada pela categoria às contratantes da terceirizada. "Principalmente no caso da Caixa, pois não se trata de novidade. Em 2009, o banco já tinha contratado uma empresa pertencente ao mesmo grupo da Vic Segurança que deu prejuízo aos vigilantes", afirma Josias. Com relação ao TRT, ele ressalta que o órgão foi notificado pelo sindicato, mas não se posicionou sobre o assunto. O sindicato garante que não irá desamparar os trabalhadores. "Quem foi lesado deve nos procurar com toda a documentação, pois iremos mover mais uma ação neste caso." A sede da entidade é localizada na Av. Barão do Rio Branco, nº 2403, Centro.
Procurados pela Tribuna, a Vic Segurança e o TRT não se manifestaram. A Caixa informou, por meio do gerente administrativo José Roberto Teixeira de Araújo, que "foram pagos todos os valores previstos no contrato com a empresa terceirizada."
