Ícone do site Tribuna de Minas

6.856 novos negócios em dez anos

4129001093

4129001093

4129001093
PUBLICIDADE

Juiz de Fora abriu 6.856 novos negócios, entre estabelecimentos comerciais, industriais e de prestação de serviços, nos últimos dez anos, conforme registro cadastral da Secretaria de Atividades Urbanas (SAU) da Prefeitura. Deste total, quase 70% foram instalados fora da região central (4.718), o que consolida o processo de pulverização dos empreendimentos ao redor da cidade. De 2004 a 2013, a Região Oeste, que compreende bairros como São Pedro, Borboleta, Aeroporto e a área em torno da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), foi a que mais cresceu. O número de estabelecimentos mais do que dobrou no período, saltando de 532 para 1.129, o que representa aumento de 112%. Em seguida, estão as regiões Sul, Norte, Nordeste, Sudeste e Leste, respectivamente (ver arte). No total, a cidade tem hoje 24.766 estabelecimentos, 34% a mais que os 17.910 registrado pela SAU em 2004.

O processo de descentralização dos negócios em Juiz de Fora é visto com bons olhos pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Geração de Emprego e Renda, André Zuchi. "É um reflexo do crescimento da cidade. Esta pulverização é uma tendência em municípios de porte médio e grande", analisa. Para ele, a criação de outros polos comerciais contribui para a dinamização da economia. "As empresas que se instalam em bairros agregam valor àquelas regiões, pois geram oportunidades de emprego, atraem novos públicos consumidores e, também, motivam o empreendedorismo e a instalação de novos negócios."

PUBLICIDADE

No caso da Região Oeste, Zuchi explica que a expansão foi motivada pelo crescimento da ocupação residencial. "É uma área que atraiu muitos condomínios. Diante desta demanda, naturalmente, surgiram os novos negócios." Dados da SAU mostram que, entre 2004 e 2013, o número de residências aumentou quase que na mesma proporção dos estabelecimentos comerciais (108%), passando de 5.312 para 11.074. Zuchi também destaca a presença da UFJF e dos hospitais da região como equipamentos indutores do crescimento comercial da região.

Para o presidente do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF), Emerson Beloti, os bairros reservam vantagens para os empresários. "Os preços de aluguéis são mais competitivos, há menos congestionamento, e o cliente consegue estacionar próximo à loja. Além disso, há negócios que demandam espaços maiores que dificilmente você encontra no Centro." Como principal vantagem ao consumidor, ele destaca o conforto para realizar tarefas cotidianas. "O morador não precisa mais se deslocar, pois encontra no próprio bairro uma gama de serviços que, antes, só existia no Centro."

 

 

PUBLICIDADE

Movimento propicia segmentação

A pulverização do eixo comercial juiz-forano tem propiciado o fenômeno de segmentação comercial, segundo avaliação do presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti. A região Sul, por exemplo, concentra grande parte de negócios do setor moveleiro. Englobando bairros como Cascatinha, Teixeiras e Santa Luzia, a área foi a segunda com maior percentual de novos estabelecimentos entre 2004 e 2013, passando de 1.074 para 2.056, conforme dados da SAU.

A Região Norte aparece em terceiro lugar, com crescimento de 69,5%. O número de negócios aumentou de 2.153 para 3.650 no mesmo período. Dentre os principais tipos de empreendimentos localizados na região estão distribuidoras, atacadistas e indústrias. "O setor industrial está presente em várias áreas da cidade, mas o Distrito Industrial abriga hoje as empresas de grande porte", afirma o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) da Zona da Mata, Francisco Campolina. Outras áreas de concentração de setores específicos citadas pelos empresários são a Avenida Brasil, com estabelecimentos do segmento elétrico e de veículos, o Bairro São Pedro, com negócios de gastronomia e material de construção, a Rua Santa Rita e Marechal Deodoro, ambas no Centro, com presença de restaurantes e lojas de calçado, respectivamente.

PUBLICIDADE

Sobre a abertura de novos negócios, Campolina alerta que é preciso avaliar a contribuição econômica dos estabelecimentos. "No período de dez anos é esperado um número maior. Precisamos entender qual é o tipo de negócio que estamos atraindo, o número de empregos que é gerado e quanto é recolhido em imposto", declara. "Sabemos que nos últimos anos passamos de terceira para a sétima economia de Minas. Não podemos acomodar com números, temos que trabalhar na política de atração de grandes investimentos para Juiz de Fora."

Sair da versão mobile