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Selic cai para 8,5%, a menor taxa histórica

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou nessa quarta (30) a taxa Selic em 0,5 ponto percentual para 8,5% ao ano. Além de ser a menor taxa de toda a história, ela acionará as mudanças na remuneração da poupança anunciadas pelo governo no início deste mês. Com a decisão, que foi unânime, o BC diminuiu o ritmo de queda do juro básico da economia ocorrido na reunião da instituição de abril, quando a taxa havia sido reduzida em 0,75 ponto percentual.

A decisão confirmou a previsão da ampla maioria dos analistas financeiros. De acordo com levantamento do AE Projeções, serviço da Agência Estado, de 80 instituições financeiras consultadas, 67 esperavam uma queda de 0,5 ponto percentual, 11 aguardavam redução de 0,75 ponto e apenas duas apostavam em corte de 0,25 ponto percentual.

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A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 10 e 11 de julho. A ata da reunião de ontem será divulgada pelo BC na sexta-feira da próxima semana, dia 8 de junho.

Poupança

O gatilho da nova regra da caderneta de poupança foi acionado. A partir de hoje, passa a valer o novo método de rentabilidade da aplicação financeira mais popular do país, no qual o rendimento será de 70% da Selic mais variação da Taxa Referencial (TR). A mudança não afeta as poupanças antigas, que continuam a render 0,5% ao mês mais TR. É válida apenas as contas que forem abertas ou para novos depósitos nas já existentes.

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O objetivo é evitar uma onda de saques dos fundos e de outras aplicações atreladas à Selic rumo à poupança, além de abrir espaço para novas quedas dos juros. O grande problema de a poupança ter muita competitividade em relação às demais aplicações é que a migração entre os investimentos iria desequilibrar as contas do Governo. Os fundos de renda fixa e DI são compradores de grande parte dos títulos públicos, instrumento de captação de recursos do Governo.

Segundo o professor da Escola de Negócios Trevisan, Alcides Leite, a poupança é o investimento mais líquido do mercado, criado para investimentos de curto prazo. Se a regra antiga continuasse válida, esse objetivo seria deturpado. Isso porque os investidores sacariam os recursos dos fundos, programados para o médio e longo prazos, para colocá-los na caderneta. A poupança antiga, portanto, representava uma verdadeira trava para o Governo alcançar o objetivo de baixar ainda mais o juro.

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