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Black Friday movimenta comércio juiz-forano nesta sexta

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Ruas do Centro estão cheias de consumidores em busca de ofertas (Foto: Gabriel Silva)
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A sexta-feira (29) está sendo de intensa movimentação nos estabelecimento comerciais juiz-foranos. Desde a manhã, consumidores já estão nas ruas da cidade à procura de promoções da Black Friday, que promete movimentar cerca de R$ 10 milhões em negócios. Muitos dos compradores se mostraram atentos às mudanças de preços, destacando o acompanhamento dos valores durante os meses anteriores como ferramenta fundamental para evitar falsos descontos. Além de lojistas e consumidores, fiscais do Procon também integraram a intensa circulação de pessoas, em ação de fiscalização que irá perpassar a tarde, contra possíveis fraudes.

No Calçadão do Parque Halfeld e na Rua Marechal Deodoro, no Centro, locais de comércio efervescente em Juiz de Fora, as sacolas e as caixas com mercadorias eram facilmente notadas no vai-vem de pessoas. Nas portas das lojas, o olhar curioso de quem mapeava os preços enquanto os vendedores convidavam para “aproveitar as oportunidades”. “Eu coloquei como objetivo o produto e, três meses antes, eu comecei a fazer pesquisas para ver se seria realmente um preço menor”, explica Luiz Pereira, enquanto levava uma televisão para a casa. “O preço que encontrei na loja física foi até melhor do que na internet. Mas vale a observação: se você procura um produto específico, você tem que pesquisar o preço alguns meses antes”, alerta o consumidor.

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Em uma das lojas de eletrodomésticos da Avenida Rio Branco, o gerente classificou as vendas como “dentro das expectativas”, salientando a possibilidade de a data superar o Natal nas vendas, época historicamente mais positiva para os empresários. A consumidora Maria Inês Nascimento, no entanto, reclamou da falta de preparo dos estabelecimentos para receber o alto fluxo de compradores. “A movimentação está maior nas ruas, mas o atendimento não está condizente. As lojas não se prepararam. Nós pegamos a mercadoria e ainda temos que esperar em filas. Já estou esperando há 15 minutos só para pegar uma sacola”, lamenta Maria Inês.

Procon fiscaliza promoções

A data especial motiva mobilização também da Agência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon). Desde a manhã desta sexta, seis equipes da agência – totalizando 18 fiscais – foram mobilizadas para fiscalizar as ofertas em estabelecimentos de diversas regiões da cidade. “Estamos apurando denúncias que forem chegando junto ao Procon. Temos equipes para apuração e outra equipe para fazer um levantamento dos preços que estão sendo praticados no comércio”, explica o fiscal Marco Júnior.

Marco Júnior, fiscal do Procon, durante ação de fiscalização (Foto: Gabriel Silva)

Os fiscais vão até os estabelecimentos e conferem os produtos participantes da Black Friday, comparando os preços aos que eram praticados antes da promoção, para conferir se o desconto está condizente com o anunciado. As autuações com relação à precificação serão realizadas posteriormente, após análise do órgão, mas em caso de falta de informações como preço, número de parcelas ou juros praticados, a notificação é feita imediatamente.

“O Procon está na rua desde cedo. Na parte da manhã, em razão do acúmulo de ofertas e lojas, demos mais atenção ao Centro. Mas (a ação) vai se ramificar para os bairros que são mais populosos e têm venda de produtos”, explica Eduardo Schröder, superintendente do Procon/JF. Segundo Schröder, as empresas que vendem eletroeletrônicos têm especial atenção do Procon na fiscalização, que também atingiu os shoppings da cidade.

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Eduardo Schröder, superintendente do Procon/JF (Foto: Gabriel Silva)

O superintendente destacou que o principal objetivo da agência é coibir as propagandas enganosas, “metade do dobro”, como classifica. “Eles anunciam que o produto tem um preço muito maior, mas que está sendo vendido por um preço, na realidade, normal. Se a gente verificar que tem essa divergência de preços que induz o consumidor ao erro, é propaganda enganosa e, se houver má-fé, pode ser considerada crime”, analisa. Segundo Schröder, a internet pode ser uma aliada para evitar golpes, com sites especializados no acompanhamento de preços. “A pessoa que já queria comprar o produto deve estar acompanhando o mercado para verificar se, efetivamente, o produto está mais barato. E essa é a nossa preocupação: evitar com que o consumidor seja iludido”.

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