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Black Friday em JF traz descontos de até 80%

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Cliente aproveitaram para comprar eletrônicos
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De olho na tradição norte-americana do Black Friday e na liberação do 13º salário para boa parte dos trabalhadores da iniciativa privada, parte do comércio varejista de Juiz de Fora embarcou na onda do dia mundial de descontos, colocou bolas e faixas pretas nas vitrines e ofereceu descontos de até 80% nas lojas físicas. A adesão foi maior nas grandes redes de móveis e eletrodomésticos e em lojas de celulares da cidade.

A cozinheira Solange Aparecida Rocha, 45 anos, enfrentou o tumulto das lojas e levou para casa dvd, multiprocessador e panela de arroz. No total, gastou em torno de R$ 400. "Se não fosse a promoção, pagaria mais de R$ 600 por estes produtos." Ela, que acompanhou a versão juiz-forana do Black Friday no ano passado, achou que, desta vez, a redução de preços fez diferença no bolso.

A auxiliar de restaurante Maria Aparecida Vieira de Oliveira, 59, comprou um multiprocessador nesta sexta-feira (29). Ela desconhecia a data e se surpreendeu ao encontrar as lojas liquidando. "Enfrentei fila para entrar, mas valeu a pena." O produto, que custava R$ 199,90, estava sendo vendido por R$ 119,90, redução de 40%. Já o frentista Lucas da Silva, 21, foi conferir os descontos oferecidos, achou o custo do aparelho de som acessível, mas preferiu não fazer a compra nesta sexta, para acompanhar a evolução dos preços até o Natal.

O gerente local da Ricardo Eletro, Anderson Pinto, comenta que a rede, pelo segundo ano consecutivo, oferece descontos que chegam a 80% em produtos de mostruário ou fora de linha. A média de redução de preço variou entre 40% e 50% nos itens novos. A expectativa é de dobrar a demanda em relação ao mesmo período do ano anterior e quadruplicar ante uma sexta-feira comum. A realização da promoção no dia de liberação do 13º salário não é uma coincidência, reconhece. Para o gerente, o pagamento da gratificação natalina estimula as vendas.

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Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Vandir Domingos, o Black Friday é uma alternativa interessante para o comércio e, principalmente, para os consumidores, "já que garante a oportunidade de grandes descontos". Na sua opinião, a iniciativa ainda está crescendo no país. Para 2014, a CDL pretende realizar campanha para que mais lojas participem do movimento. O presidente do Sindicato do Comércio (Sindicomércio), Emerson Beloti, aprova a estratégia de venda. " As grandes redes estão aderindo, o que dá credibilidade à movimentação, mas é algo que ainda não atinge o comércio menor."

 

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Impulso

Na internet, a expectativa era fechar esta sexta-feira com as vendas na ordem de R$ 390 milhões, cifra 50% superior a do ano passado, segundo o e-Bit, empresa especializada em medição de comércio eletrônico. Segundo o site Reclame Aqui, porém, às 11h30 desta sexta já havia mais de mil reclamações referentes ao Black Friday, só considerando as dez empresas mais reclamadas. Apesar de as ofertas parecerem atrativas, no Brasil, a orientação dos órgãos de defesa do consumidor é evitar compras por impulso. Conforme o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), independente de estar em oferta ou não, o desconto nos preços "não exime os estabelecimentos de observarem integralmente a legislação que protege o consumidor", segundo informações da Agência Brasil.

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