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Assinado protocolo da Nanium

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Belo Horizonte – Foram assinados nesta quarta-feira (29), no Palácio Tiradentes, em Belo Horizonte, três protocolos de intenções entre a fabricante portuguesa de semicondutores Nanium Participações, Governo de Minas Gerais , Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) para a instalação de uma unidade industrial no Parque Científico e Tecnológico. O investimento inicial da empresa âncora previsto no documento é de R$ 30 milhões, porém, o presidente mundial da Nanium, Armando Tavares, afirmou que o valor chegará a cerca de R$ 60 milhões, já que podem haver aditivos no contrato.

Na ocasião, o reitor Henrique Duque anunciou que o edital de licitação para a construção da sede administrativa e do centro de pesquisas do parque será publicado em, no máximo, um mês, e que toda a verba para a obra, orçada em mais de R$ 80 milhões, já está garantida. Duque informou também que 50 empresas estariam interessadas em se instalar no local.

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A expectativa é que o projeto da Nanium na cidade tenha início em outubro. Em uma primeira etapa, com término estimado para meados de 2017, serão fabricados módulos de memória DRAM e módulos de flash (como pen drives). Na segunda fase, que deverá ocorrer 12 meses após a conclusão da primeira, serão iniciadas as atividades de produção de componentes para cartões de memória para o mercado de desktops, notebooks e tablets. De acordo com Armando Tavares, a produção deve ser suficiente para equipar cinco milhões de computadores ao ano, mas ainda não está definido o percentual de vendas para os mercados interno e externo.

Inicialmente, os investimentos se concentrarão no Centro de Inovação e Transferência de Tecnologia (Critt) , no Campus da UFJF. Com a mudança da Nanium para uma área de 30 mil metro quadrados no Parque Tecnológico, o espaço será destinado para pesquisa.

A instalação da empresa depende, ainda, de parceria com investidores nacionais que tenham acesso ao mercado e condições de comercializar seus produtos. Nós não estamos no mercado brasileiro. Temos condições de trazer o knowhow, os processos e os equipamentos, mas precisamos de um parceiro local ligado à indústria. Temos conversado com vários interessados, mas não posso ter certeza, a essa altura, que tenhamos esse investidor.

O reitor Henrique Duque garante que a assinatura do protocolo de intenções sinaliza a existência de negociações avançadas com parceiros em potencial, e estima que um nome definitivo possa ser conhecido até o início do próximo ano. Muita coisa ainda está em sigilo, mas não daríamos um passo desses se não tivéssemos três ou quatro parceiros interessados na fila, afirmou.

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O prefeito Custódio Mattos assegurou que a Administração Municipal estará atenta à atração de investidores. Embora seja uma questão de mercado, que depende de negociações internas entre possíveis acionistas, estaremos sempre a postos para influenciar no que for possível. Quanto à previsão de criação de 150 empregos diretos e 40 indiretos, Custódio destacou que será um salto de qualidade, oferecendo oportunidades para profissionais altamente especializados e atraindo outros empreendimentos.

O vice-governador Alberto Pinto Coelho destacou que Minas Gerais reúne uma série de predicados, como a localização geográfica privilegiada, próxima a 78% do mercado consumidor brasileiro. Temos ainda uma gestão premiada e reconhecida por organismos internacionais. O grande desafio do estado é transformar o seu potencial em benefícios que se traduzam cada vez mais em inovação, tecnologia e na agregação de valor.

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Nanium

A Nanium S.A. foi fundada em 1996, no município de Vila do Conde, em Portugal, para produzir e prestar de serviços no segmento de eletrônica. A empresa atua ainda nas áreas de serviços, equipamentos, processo, produto e fabricação de semicondutores. A indústria iniciou suas atividades como Siemens Semicondutores S.A. e, depois de algumas alterações, passou a ser designada por Nanium S.A., com composição acionária constituída por 17,88% do Estado português, por intermédio do Ministério dos Negócios Estrangeiros, e 41,06% dos Bancos Espírito Santo e Comercial Português.

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Parque irá reter ‘cérebros’, diz reitor

Entre os 50 projetos previamente aprovados para integrar a planta do Parque Científico e Tecnológico de Juiz de Fora, já existem companhias em fase de negociações avançadas para a efetiva implantação, conforme o reitor Henrique Duque. Ele não adiantou nomes. A ancoragem da Nanium vai determinar o alto padrão de empresas hospedadas no parque. É o momento de termos calma e preparar a infraestrutura para receber apenas firmas sólidas e com participação internacional, ponderou.

Com o lançamento do edital de licitação previsto para até 30 de setembro, a estimativa é que as obras se estendam por 15 meses após o fim do processo. Além das ações de infraestrutura – orçadas em R$ 50 milhões -, serão construídos dois prédios de dez mil metros quadrados que abrigarão a sede administrativa e o primeiro módulo do centro de pesquisas. O terreno de 1,2 milhão de metros quadrados terá capacidade para abrigar 350 empresas, além de quatro unidades empresariais.

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Não tenho a menor dúvida que o Parque Tecnológico será um sucesso, oferecendo meios de aproveitar melhor os pesquisadores da UFJF, manter nossos intelectuais em Juiz de Fora e atrair ainda mais gente. O parque da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), por exemplo, já está saturado, pois a Siemens acabou de ocupar os últimos 50 mil metros disponíveis. E nós estamos ali do lado, com capacidade para aproveitar a boa fase que vive o Rio, disse Duque.

Ele destacou também que, além de oferecer empregos com maior nível de especialização e melhores salários, o parque contribuirá para reter, na cidade, os cérebros formados em nossa instituição. Vemos pessoas que muitas vezes querem continuar na cidade, mas precisam buscar outras para encontrar empregos compatíveis com sua área de formação. Segundo o diretor-executivo da Nanium Participações, José Miranda Chaves Netto, o empreendimento irá contribuir para a formação de gestores, engenheiros, técnicos e operadores de produção, em parceria com a UFJF, que serão treinados no Brasil e em Portugal.

Ainda segundo Henrique Duque, a vinda da empresa será um marco para o desenvolvimento de Juiz de Fora e região. Será o início de um projeto que irá agregar maior valor à Zona da Mata, baseado no tripé sustentabilidade, inovação e globalização, com empresas limpas e de alta tecnologia.

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