A qualidade da telefonia celular oferecida aos mineiros foi discutida ontem em audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Frente aos questionamentos da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte sobre o aumento do número de reclamações contra o serviço e sobre os investimentos das operadoras no estado, as empresas apontaram as mais de 70 leis municipais que restringem a instalação de antenas como maior obstáculo à expansão e à melhoria do sinal móvel. No início de julho, Juiz de Fora tinha 126 torres de transmissão instaladas, e outras 20 em fase de licenciamento, de acordo com dados da Secretaria de Atividades Urbanas.
Após a reunião de ontem, foram aprovados requerimentos para envio de ofícios ao Ministério das Comunicações (pedindo agilidade na elaboração da Lei Geral das Antenas, que unificará as regras de instalação de estações rádio-base), à bancada mineira no Congresso Nacional (sugerindo a criação de Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar irregularidades na prestação do serviços) e à Anatel e aos Procons da capital (solicitando relatórios que retratem a situação da telefonia móvel em Minas).
