Juiz de Fora pode ganhar, em 2012, parque industrial e logístico para sediar novos negócios que chegam à cidade, inclusive fornecedores da Mercedes-Benz. A informação foi divulgada ontem pelo subsecretário de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), Jackson Antunes. Segundo ele, com 100% de ocupação do Distrito Industrial (DI) de Benfica, a expectativa é que, em três meses, exista o anúncio de um projeto concreto neste sentido.
O subsecretário destaca que existe demanda por galpões industriais e centros de distribuição mas faltam áreas. Se chegar um projeto maior, não conseguimos terreno nem para alugar. De acordo com Jackson, o DI, que estava com 30% de área ociosa há dois anos, foi ocupado por novas empresas, como a Companhia Brasileira de Usinagem (CBU). Precisamos de áreas para dar suporte à implantação novos projetos. Segundo ele, quando existe operação logística, a demanda por metros quadrados é ainda maior.
Para Jackson, a chegada dos fornecedores da Mercedes, quatro ou cinco de grande porte, vai alterar a logística do município. Na lista das possíveis confirmações estão as empresas Randon e Maxion. As duas foram procuradas ontem, mas não se posicionaram sobre o assunto. Além delas, avalia o subsecretário, é aguardada a vinda também de negócios satélite. A Mercedes-Benz não se pronunciou sobre o assunto.
De acordo com ele, a viabilização dessas áreas é uma necessidade. A intenção é que esses pontos se tornem centrais logísticas, aproveitando a localização estratégica do município. Outra intenção é comportar a demanda por transporte de cargas com o início das atividades do Aeroporto Regional da Zona da Mata. A infraestrutura dos condomínios empresariais dependerá do perfil da atividade desenvolvidas pelas empresas captadas, como energia elétrica, gás natural, proximidade a esgotamento sanitário e acessos a rodovia e ferrovia. A viabilidade, segundo ele, é rápida. A existência de grupos capitalizados em busca de bons projetos pode reduzir o tempo de espera pela concretização.
O parque industrial e logístico deve se tornar área de especial interesse econômico, em que há incentivos fiscais, como hoje são o Parque Tecnológico da UFJF, o Minidistrito do Milho Branco e o Distrito Industrial de Benfica.
Escassez
Para o presidente da Fiemg Regional Zona da Mata, Francisco Campolina, a cidade carece de espaços industriais, já que a maior parte de lotes do minidistrito e do DI está vendida. Segundo ele, a cada semana, uma ou duas empresas procura a Fiemg em busca de áreas. Na sua avaliação, a oferta atual não atende a demanda de grandes empresas, que exigem terrenos entre 300 mil e até um milhão de metros quadrados. Para Campolina, existem hoje mais de oito milhões de metros quadrados disponíveis para o setor industrial, mas sem acesso, nem serviços básicos, como energia elétrica. Na sua opinião, uma política industrial efetiva seria capaz de reverter este quadro.
