Os professores da rede privada de ensino realizam, nessa quarta-feira (30), paralisação de 24 horas que pode afetar mais de 30 instituições particulares, entre creches, colégios, cursos pré-vestibulares e faculdades. De acordo com a coordenadora do Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro), Maria Aparecida de Oliveira Pinto, a categoria reivindica 6% de ganho real. Até ontem, segundo ela, o movimento contava com adesão total de profissionais de sete instituições e parcial de outras cinco. Sabemos que as escolas estão pressionando os professores para que eles não parem, mas, mesmo assim, muitos estarão conosco.
Dentre seis instituições ouvidas pela Tribuna, apenas uma confirmou que não funcionará durante a paralisação. As demais informaram que, seguindo orientação do Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe), manterão as portas abertas por se tratar de um dia letivo, e aguardarão a decisão dos professores.
Segundo o presidente do Sinepe, Miguel Luiz Detsi Neto, a entidade orientou as instituições a funcionarem normalmente hoje. O Sinpro está no direito de tentar paralisar, mas não vemos motivo para isso, já que as negociações estão em andamento. Segundo ele, o reajuste oferecido para a categoria é de 6,7%. Deste índice, 1,07% refere-se ao ganho real e o restante seria um percentual acima do índice inflacionário do período. O professor precisa ser bem remunerado, não temos dúvidas. Mas, na atual conjuntura, os profissionais da rede privada possuem bons salários.
A partir das 6h, os professores da rede privada se reúnem no Sindicato dos Bancários para preparar ações que serão realizadas nas escolas. Às 10h, acontece assembleia para discutir a campanha salarial e, às 17h, o encontro com representantes da entidade patronal.
