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Mercedes já produziu 2 mil caminhões em JF

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Metalúrgicos em uma das 36 estações da fábrica
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Metalúrgicos em uma das 36 estações da fábrica

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Desde o inícios das operações com veículos comerciais, no dia 2 de janeiro, a fábrica de Juiz de Fora da Mercedes-Benz já produziu um total de duas mil unidades dos caminhões Actros e Accelo. Até o final do ano, a previsão da montadora é chegar a 12 mil veículos, sendo nove mil do modelo Accello e três mil do Actros. A informação foi divulgada ontem pela empresa durante apresentação da nova planta somente para jornalistas com a presença do presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO para América Latina, Jürgen Ziegler, e do vice-presidente de Produção de Caminhões, Ronald Linsmayer.

Os executivos também destacaram que as negociações para a instalação de um quarto fornecedor, de bancos da cabine dos caminhões, estão bastante avançadas, mas sem detalhar o nome da empresa ou previsão de instalação. Atualmente, três empresas ocupam área anexa à fabrica: Maxion (que fornece longarinas, estruturas de base para os eixos dos veículos), Randon (kits periféricos (pré-montagem) do motor) e Seeber, (operadora de pintura de peças plásticas e peças em aço).

O início da produção dos caminhões ocorreu 18 meses após a transformação completa da planta de Juiz de Fora, antes projetada para a fabricação de automóveis. Com aporte de R$ 450 milhões, a unidade foi a primeira a passar por uma inversão completa e está inserida no projeto de expansão do grupo que prevê R$ 1,5 bilhão de investimentos até 2013 na América Latina.

O CEO ressaltou a importância da fábrica mineira para os projetos de expansão da empresa. "Juiz de Fora agora faz parte do complexo de cinco montadoras no continente latino-americano: em Gonzáles Catán (na Argentina), Bogotá (na Colômbia) e em São Bernardo do Campo e Campinas (ambas em São Paulo)".

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Apesar de prever uma retração de 15% nas vendas de caminhões no país em relação ao resultado de 2011, a montadora está otimista. Sem divulgar dados sobre previsão de faturamento ou de vendas para este ano, Ziegler aposta no crescimento da participação da empresa no mercado. Sobre a produção de carros, ele voltou a negar a possibilidade e ressaltou que, como o segmento de carros de luxo é pequeno, a empresa não tem interesse em investir nesse mercado. "Hoje nós não consideramos ter uma fábrica de carros no país". No ano passado, segundo dados da Fenabrave, a Volkswagen, que pertence à MAN, liderou o ranking com 29,43% de participação e 50,8 mil caminhões vendidos, seguida pela Mercedes-Benz, com fatia de 24,55% e 42,3 mil unidades e Ford, 17,58% e 30,3 mil unidades.

Na próxima segunda-feira, dia 2, os 900 funcionários da linha de produção entrarão em férias coletivas até o dia 11 de abril. A parada técnica, segundo a empresa, também se aplicará à planta de São Bernardo e tem o objetivo de ajustar o volume de produção à demanda de mercado. A informação é que foi identificada queda nas vendas, em função da transição do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) da fase P5 para a P7. A norma estabelece novos parâmetros de emissões por veículos comerciais pesados e leves à diesel.

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