
Empresa não divulgou número de veículos produzidos até agora
A fábrica da Mercedes Benz em Juiz de Fora reduziu a perspectiva de produção para este ano, frente à estimativa de 20% de queda nas vendas de caminhões em relação ao ano passado. A montadora espera fabricar entre 10 mil e 12 mil unidades dos modelos Actros e Accelo até dezembro. Em maio, quando a nova planta local foi oficialmente inaugurada, a previsão era que a produção anual chegasse a 15 mil veículos. Na ocasião, já haviam sido montados três mil caminhões desde o início das operações com carros comerciais, em janeiro. O balanço até agora não foi divulgado. A assessoria da empresa informou que o ritmo de produção se mantém.
Este ano, parte dos cerca de 820 funcionários da planta juiz-forana da Mercedes teve dois períodos de férias coletivas, no início de abril e no final de maio, e o Sindicato dos Metalúrgicos chegou a ser comunicado pela empresa que havia excedente de mão de obra na fábrica. Em ambos os casos, a justificativa foi que a produção de caminhões precisava ser ajustada à demanda de mercado. A queda nas vendas seria em função da transição do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) da fase P5 para a P7. A norma estabelece novos parâmetros de emissões por veículos comerciais a diesel.
Segundo a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), houve queda de mais de 30% na venda de caminhões no país em julho em relação ao mesmo período de 2011. Embora as perspectivas atuais para o mercado pareçam pessimistas, a Mercedes mantém o cronograma de conversão da fábrica, e, até o final do ano, deve começar a realizar a montagem bruta da cabine, fazendo a também a pintura e a soldagem das partes. Hoje é feita apenas a montagem final. O início da produção dos caminhões, no dia 2 de janeiro, ocorreu 18 meses após a transformação completa da planta de Juiz de Fora, antes projetada para a fabricação de automóveis. Considerada a mais moderna unidade da montadora alemã, a planta local recebeu investimentos de R$ 450 milhões e possui capacidade anual de fabricação de 50 mil caminhões dos modelos extrapesado Actros e o leve Accelo.

