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JF registra déficit de US$ 56,7 mi

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Juiz de Fora registrou déficit de US$ 56,7 milhões na balança comercial entre janeiro e abril deste ano. O saldo mostra a diferença entre as exportações ( US$ 36,9 milhões) e as importações (US$ 96,3 milhões). Os números são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e revelam, ainda, que enquanto a atividade exportadora cresceu 51,3% em comparação com igual período do ano passado, a importação reduziu 53,6% (ver gráfico).

De acordo com a analista de negócios internacionais da Fiemg Zona da Mata, Maria Fernanda Quirino, as empresas locais têm o histórico de realizar mais compras do que vendas no mercado externo. “É uma questão de perfil. Não podemos afirmar que uma atividade seja mais importante do que a outra. O ideal é que as empresas diversifiquem os mercados, já que haverá momentos em que as demandas irão oscilar.”

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Para ela, mesmo sem alcançar o superávit da balança, o aumento das exportações é considerado positivo e pode ser compreendido como resultado da busca das empresas por novas oportunidades de negócio, o que tem sido facilitado pela alta do dólar. “Vimos que alguns setores, como vestuário e confecções, que antes não apareciam na pauta, agora já possuem uma pequena participação. Isto revela um amadurecimento destas empresas, pois sabemos que quem exporta tem conseguido fôlego em meio à crise.” Já a queda nas importações pode ser explicada pelo desaquecimento da demanda do mercado interno.

A especialista explica, também, que o fato de a balança comercial apresentar saldo melhor em relação aos quatro primeiros meses de 2015, quando o déficit ficou em US$ 177,7 milhões, não significa melhoras na economia local.”Esta comparação revela, apenas, uma inibição da importação. A redução da compra no mercado externo não significa que os produtos passaram a ser fabricados aqui, o que poderia representar avanços como novas empresas e empregos.”

Produtos

Dentre os produtos mais vendidos estão veículos automóveis para transporte de mercadoria, zinco e instrumentos e aparelhos de óptica, fotografia e médico-cirúrgicos. O principal mercado consumidor da cidade é a Argentina.

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Já a maior demanda das empresas locais ao mercado internacional foi por bens intermediários, que totalizaram 75% do volume de produtos importados. Em seguida estão os bens de capital (19%) e bens de consumo (5%). Minérios, veículos e plásticos foram, nesta ordem, os principais itens adquiridos. As transações foram feitas, prioritariamente, com Peru, Argentina e Alemanha.

Os dados do MDIC mostram que o volume da venda de bens de capital ao mercado internacional mais do que dobrou (128%), correspondendo a 52% do total de produtos exportados. A segunda maior participação nas exportações é referente aos bens intermediários (47%). Já os bens de consumo não alcançarem 1% nesta fatia.

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