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Empresários mineiros exigem mudanças políticas e econômicas

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O setor empresarial mineiro expressou nesta segunda-feira (28) posicionamento sobre o momento político e econômico que o país atravessa. Por meio de comunicado “Alerta à nação: é hora de mudar o Brasil”, assinado pelas instituições que integram o Fórum das Entidades Empresariais do Estado de Minas Gerais, os empresários afirmaram estar preocupados com o agravamento da crise e das atuais condições para produzir, gerar empregos e riqueza. O documento afirma que “os descaminhos que apequenam a política e as lideranças partidárias empurram a economia para a mais grave recessão das últimas décadas, fragilizam as instituições, corrompem princípios éticos fundamentais e, perigosamente, dividem e opõem os brasileiros”. O texto diz, ainda, que a população brasileira tem assistido à deterioração da postura de lideranças políticas.

De acordo com as entidades, há “necessidade urgente” de que as instituições realizem seu trabalho mantendo o respeito à lei e ao ordenamento constitucional do país. “Acreditamos que a indignação, por mais justa que seja, não pode superar as regras constitucionais, e o nosso compromisso é com o Estado Democrático e de Direito”. O setor defende mudanças nas esferas política, econômica e ética. “O momento requer grandeza das lideranças comprometidas com a nação e punição exemplar para aqueles que um dia imaginaram poder usar o país em proveito próprio […] O Brasil é maior do que a crise e, com certeza, é maior do que aqueles que ousaram e ainda ousam agir contra o interesse nacional.”

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O documento é assinado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Centro Industrial e Empresarial (Ciemg), Federação da Agricultura e Pecuária (Faemg), Federação das Associações comerciais (Federaminas), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FDCL), CDL de Belo Horizonte, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-MG), Federação das Empresas de Transportes de Carga (Fetcemg) e o Sindicato e Organização das Cooperativas (Ocemg).

Para o presidente da Fiemg Zona da Mata, Francisco Campolina, a crise econômica é consequência da instabilidade política, e só será revertida com muito trabalho. “Temos visto que dezenas de cidades da nossa região têm conseguido alavancar o faturamento, a arrecadação e a geração de empregos, e estes bons resultados são frutos de muito trabalho.” Dentre os municípios estão Ponte Nova, Ubá e Visconde do Rio Branco. Sobre o posicionamento político, ele afirma que a entidade está alinhada com o Fórum. “Não queremos levantar bandeiras, cobramos que o Judiciário aplique punições a todos os corruptos e corruptores, sem exceção, independente de partido, e apoiamos apenas as ações constitucionais e democráticas. E defendemos que essa é a hora do empresário não se vencer pelo derrotismo, arregaçar as mangas e trabalhar muito.”

 

Campanha

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Na tentativa de alertar empresários e a população, as entidades do comércio de Juiz de Fora se uniram em campanha contra a corrupção. A Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL-JF), a Associação Comercial e Empresarial (ACE-JF) e o Sindicato do Comércio (Sindicomércio-JF) irão distribuir cartazes e adesivos para promover a conscientização. “É um movimento apartidário que mostra a nossa insatisfação e que, também, pretende alertar as pessoas, pois temos que estar unidos para mudar este cenário”, explicou o presidente da CDL Marcos Casarin.

 

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