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PJF espera cadastrar 15 mil famílias no ‘Minha Casa 2’

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Prefeito concedeu entrevista coletiva no CCBM
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Prefeito concedeu entrevista coletiva no CCBM

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 A Prefeitura de Juiz de Fora espera cadastrar, até o dia 9 de março, cerca de 15 mil famílias interessadas em concorrer a uma unidade da segunda fase do Programa "Minha Casa, Minha Vida". A estimativa é do prefeito Custódio Mattos (PSDB), que compareceu na terça-feira (28) ao Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM), onde uma equipe da PJF está realizando o cadastramento, das 8h às 20h, exceto no domingo. Atualmente 2.890 moradias já estão com projetos aprovados no município, mas segundo o prefeito, o número poderá chegar a cerca de 4.500. Há previsão de construção de 780 unidades em terrenos da PJF e outras 2.520 em áreas que ainda deverão ser desapropriadas.

Quem já havia fornecido informações para a primeira fase do programa precisará atualizar os dados junto à PJF para a identificação da atual demanda da população. Essas pessoas já começaram a receber cartas em suas casas convocando para o recadastramento. Até ontem, 1.800 famílias já tinham efetuado o cadastro, sendo 1.100 novos registros e 700 de pessoas que já constavam na listagem da Prefeitura. 

Ainda não há previsão da data do sorteio. Nesta edição, também não haverá a possibilidade de escolha prévia dos empreendimentos, e todos serão convocados para o sorteio geral das unidades. No ato da inscrição, as pessoas devem informar renda bruta, dependentes que residem na mesma casa e se são beneficiárias do Bolsa Família. Idosos acima de 60 terão prioridade, já que pelo menos 3% das moradias serão destinadas a essas pessoas, e famílias que tiverem pessoas com necessidades especiais também.

Os interessados devem ter renda mensal familiar de até R$ 1.600. O subsídio do Governo poderá chegar a até 95% do valor do imóvel e as prestações mínimas são de R$ 50, conforme a renda, por 120 meses. Os imóveis não poderão ser vendidos ou alugados durante este período de dez anos. Para esta edição, a cidade já foi contemplada com orçamento de R$ 164,7 milhões para a construção de moradias para famílias com renda entre zero e três salários mínimos. Com o recurso, já está assegurada a construção 2.890 unidades habitacionais, no valor de R$ 57 mil cada. Após a aprovação dos projetos, a previsão é de que os empreendimentos sejam entregues entre 18 e 24 meses.

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Atraso na entrega

Na primeira fase do programa, segundo a PJF, o total de unidades sorteadas foi de 2.632 casas e apartamentos. Deste total, 568 já foram entregues e os demais estão previstos para o próximo mês. Alguns moradores, no entanto, estão questionando o atraso na entrega de algumas unidades.

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Uma doméstica de 28 que preferiu não se identificar está revoltada por ter que pagar a prestação e o IPTU do apartamento novo do programa no Bairro Sagrado Coração, sem ter conseguido se mudar. "Cada vez que a gente liga para cobrar, eles colocam um prazo novo. O último, foi de 30 a 60 dias. Enquanto isso, estou tendo que pagar R$ 210 de aluguel onde moro, mais R$ 76 de aluguel e IPTU do novo. Fui tentar questionar na Caixa, mas a informação era de que tínhamos que pagar."

A faxineira Cristina Souza também diz que não sabe o que fazer, mas acabou pagando as primeiras prestações do aluguel antes mesmo de entrar no imóvel. Sobre o Residencial Araucárias, a Caixa, por meio de sua assessoria, informa que, em dezembro do ano passado, estava com as obras concluídas, mas "problemas causados pelas fortes chuvas geraram o atraso na entrega", prevista para janeiro deste ano.

Para os mutuários que estão pagando as prestações e ainda não moram no imóvel, há duas opções, segundo o banco. A primeira é continuar fazendo o acerto e aguardar a entrega do imóvel, considerando que as prestações pagas estão amortizando o prazo total contratado. Na segunda, o mutuário pode fazer o distrato do contrato, e as prestações pagas serão devolvidas. Neste caso, assim que o empreendimento for entregue será feito um novo documento. 

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