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Transporte coletivo urbano: Sistema integrado previsto para 2014

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Secretário destaca o estudo minucioso nas linhas de ônibus para identificar os trajetos integrados
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Secretário destaca o estudo minucioso nas linhas de ônibus para identificar os trajetos integrados

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No primeiro semestre do próximo ano, o juiz-forano poderá utilizar mais de uma linha de ônibus, pagando menos de duas tarifas pelo deslocamento. Esta é a diretriz do bilhete único, como tem sido chamada a integração temporal e tarifária, que deverá ser implementado em Juiz de Fora em 2014. A lógica é que o usuário pague o valor da passagem, hoje R$ 2,05, pela viagem no primeiro ônibus. Caso opte pela integração, poderá utilizar uma segunda linha, desembolsando valor menor do que o da tarifa em vigor. A integração é limitada à migração de uma linha para outra. Só poderá ser feita no mesmo sentido de deslocamento e durante um determinado período a ser estipulado.

O projeto está sendo elaborado por uma equipe técnica da Prefeitura. Embora prefira não divulgar muitos detalhes sobre a iniciativa, o titular da Secretaria de Transportes e Trânsito (Settra), Rodrigo Tortoriello, destaca o estudo minucioso que está sendo realizado nas 265 linhas de ônibus para identificar os trajetos integrados. Considerando os percursos de ida e volta, são mais de 70 mil análises de possíveis integrações em andamento. A partir desta avaliação, será possível estipular as linhas que vão integrar o sistema. "Estamos um pouco atrasados. A codificação das linhas está tomando mais tempo do que a gente imaginava."

A ideia, segundo o secretário, é que o usuário, a partir do seu perfil de deslocamento, opte se quer permanecer no sistema atual ou migrar para o modelo novo. Caso decida pela adesão, deverá utilizar um cartão específico, nos moldes dos adotados na bilhetagem eletrônica. "Com o sistema eletrônico em funcionamento, não é obrigatório que tenha o terminal (de transbordo)." Conforme o secretário, não é possível afirmar se a implantação do projeto será integral ou em fases. Ele destacou, no entanto, que "integrar o sistema é uma necessidade".

SITT

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Juiz de Fora chegou a ter um Sistema Integrado de Transporte Troncalizado (SITT) implementado em 2005. O modelo, que consumiu R$ 47 milhões em investimento e foi operado de forma parcial – com ônibus articulados e um único terminal de transbordo -, foi extinto no ano seguinte. A alegação do então prefeito Alberto Bejani foi a insatisfação dos usuários, especialmente os moradores da Zona Norte.

Apesar da experiência frustrada na cidade, o secretário de Transportes prefere não avaliar o modelo anterior. "Prefiro não comentar, porque na época eu não estava aqui." Sobre a possível volta dos ônibus articulados, o posicionamento é que não acontecerá nesse momento. Tortoriello explica que, a partir da migração dos usuários para o sistema e a absorção desses passageiros pelos coletivos, a frota pode ser revista, visando a se adequar ao novo perfil de demanda.

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Os terminais de transbordo, a princípio, também não estão previstos. "O que vai indicar se vai ter terminal ou não, no futuro, é o estudo que está sendo desenvolvido para a nova rede de transporte." Tortoriello defende o sistema integrado, destacando a tendência mundial de adoção do modelo e os ganhos em eficiência, qualidade e conforto. Ele considera a troncalização parte da integração e acredita no aumento da procura pelo transporte coletivo urbano, a exemplo do verificado em outras cidades do país. O ideal, na sua opinião, seria concluir a nova rede, licitar e implementar o bilhete único, nessa ordem. Na impossibilidade de esperar o momento ideal, o secretário afirma que está trabalhando para minimizar riscos. "Vamos fazer e fazer dar certo." Segundo ele, uma vez implementado o projeto, não é possível voltar atrás.

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