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Produto importado até 10% mais caro

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A alta do dólar pode encarecer a ceia de Natal dos brasileiros, tradicionalmente composta por uma série de produtos importados. Além da interferência direta da moeda norte-americana, cotada ontem a R$ 2,03, o aumento da demanda de compras no período pode contribuir para a elevação dos preços. Em Juiz de Fora, estabelecimentos apontam que produtos como bacalhau, azeite e frutas típicas devem subir 10% em relação aos valores atuais. Para as bebidas, como vinho e espumante, o percentual previsto é de 7%.

O funcionário do setor de compras do supermercado Pais & Filhos, Anderson Ribeiro Fernandes, adianta que o reajuste pode começar na próxima semana. Estamos preparados para a possibilidade de aumento. Se os fornecedores cobram mais, isto é repassado ao consumidor, vai depender do dólar. Até o Natal, os valores devem aumentar em 10%.

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Com relação às bebidas, o gerente da Adega Vinhos do Sul, Bruno da Silva, também diz que o aumento de preços é certo. As vinícolas possuem tabela diferenciada para o final do ano. No entanto, ele esclarece que como o produto já encareceu este ano, por conta das taxas de tributação, o percentual esperado é menor do que em relação às comidas típicas. Aguardamos algo em torno de 5% e 7%. A mesma opinião é compartilhada pelo sócio-proprietário da Garrafaria, Aluízio Lima. Mesmo que os preços subam, os fornecedores costumam realizar promoções. O valor cobrado do consumidor final é reflexo do quanto pagamos.

De acordo com a assessoria de comunicação da Associação Mineira de Supermercados (AMIS), a entidade ainda não realizou levantamento de informações para a data, mas é certo que a cotação do dólar afeta o valor de boa parte dos produtos utilizados na ceia natalina. A economista Fernanda Finotti Cordeiro Perobelli, destaca que, independente da oscilação da moeda, os valores mais altos já são aguardados pelo consumidor. Os itens típicos encarecem nesta época do ano. É uma questão de mercado, se aumenta a procura, sobem os preços.

Outro fator determinante na elevação ou queda de preços é a safra, segundo o proprietário da Requinte Frios, Silvino de Castro Matos. Por enquanto está tudo bem, sem falta de produtos, e os valores podem ser mantidos. Mais para frente saberemos se haverá necessidade de reajuste. Segundo ele, os estoques de itens para as vendas de Natal são iniciados nos meses de outubro e novembro.

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Antecipação

Para Fernanda, uma boa estratégia para que o consumidor consiga realizar a ceia natalina sem pesar muito o bolso é garantir a compra antecipada de alguns produtos. Bebidas e alimentos não perecíveis podem ser estocados para a data. A pesquisa de preços também é sempre recomendada. Ela ressalta que com esta organização, o consumidor também é facilitado na hora do atendimento. É uma forma de evitar filas e a possibilidade de não encontrar determinado produto.

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