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Com Serrinha fechado, Azul usa Itamar Franco

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Apesar de, oficialmente, o Aeroporto Francisco Álvares de Assis (Serrinha) ter sido o escolhido pela Azul Linhas Aéreas para, desde o dia 4 de junho, concentrar suas operações na região, o Aeroporto Presidente Itamar Franco, entre Rio Novo e Goianá, segue sendo utilizado como suporte à pista juiz-forana. Nesta semana, apenas nessa segunda-feira (22) e sexta o Serrinha ficou aberto para pousos e decolagens. Nos outros três dias, devido às condições climáticas, todos os voos – comerciais e executivos – foram transferidos para o Itamar Franco.

O aeroporto de Juiz de Fora não permite a operação por instrumentos quando há um nevoeiro baixo, como aconteceu nesta semana, explica o gerente do Serrinha, Cipriano Magno. Ele acrescenta que poucos aeroportos no Brasil possuem o ILS completo – equipamento que permite a operação por instrumentos, mas que também possui limite de operação. O nevoeiro que tomou conta de Juiz de Fora, Barbacena e parte do estado do Rio de Janeiro impossibilitou muitos voos, não só aqui, mas também no Rio, explica Cipriano.

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Os usuários dos aeroportos da região, porém, reclamam dos transtornos causados pela falta de garantia das operações no Serrinha. Na última quinta-feira, a empresária Rosiane Detone perdeu uma reunião de negócios em São Paulo. Foi terrível. Meu voo estava marcado para às 11h no Serrinha. Fui transferida para o Itamar Franco, mas só chegamos lá às 13h, o que impossibilitou a minha presença em um compromisso. Na quarta, o advogado Ricardo Fortuna, também se viu prejudicado. Gastamos 27 minutos de Belo Horizonte até o aeroporto. Mas levamos 1h10 para nos deslocar de Goianá até o Centro de Juiz de Fora. Como isso tudo estava fora do previsto, tivemos que remarcar todas as reuniões.

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras informou, via assessoria, que as operações passaram a ser realizadas exclusivamente no Francisco Álvares de Assis para dar maior conforto aos usuários, já que o aeroporto está localizado em área central, o que facilitaria o acesso para a maioria dos clientes. Sobre os problemas da última semana, a empresa lamentou o ocorrido e afirmou que ações como essa são necessárias para conferir a segurança de suas operações.

Segundo o diretor da Multiterminais Alfandegados do Brasil, administradora do Itamar Franco, Denilson Duarte, oito voos executivos foram realizados nos últimos três dias, o que significa um aumento, já que a média semanal desse tipo de operação oscila entre cinco e dez aeronaves. Sem voos regulares, a principal atividade do Itamar Franco se tornou a aviação executiva. Estamos conversando com empresas para operar voos comerciais, mas não podemos revelar detalhes das negociações, afirma Duarte. Nos três dias em que o Serrinha esteve fechado, o Itamar Franco realizou nove decolagens e nove pousos relativos aos voos da Azul.

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