Nota técnica divulgada ontem pelo Dieese contesta a informação de que o custo do empregado para o patrão representa 102% do salário do trabalhador. Segundo o órgão, o custo real é de 25,1%. A visão de que os encargos sociais representam 102% do salário é defendida desde 1994 pelo professor de relações do trabalho da USP, José Pastore. Segundo Pastore, o Brasil é um país de encargos altos e salários baixos, o que faz com que o trabalhador custe muito para a empresa.
Já o argumento do Dieese é de que o levantamento utilizado para afirmar que o empregador tem um custo excessivo para a empresa considera como salário apenas a remuneração de tempo efetivamente trabalhado. [No cálculo] são excluídas partes importantes, como férias remuneradas, adicional de 1/3 sobre o valor das férias, feriados, 13º salário, aviso prévio e despesas de rescisão contratual.
