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Vestuário até 10% mais caro na cidade

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Mesmo com preços altos, CDL aposta nas vendas
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Mesmo com preços altos, CDL aposta nas vendas

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Com a variação do preço do algodão, a concorrência dos produtos importados e a mudança de estação, o juiz-forano deve se preparar para um aumento de até 10%, em relação a 2011, no valor das peças de vestuário. De acordo com fabricantes da cidade, o reajuste deve atingir, principalmente, roupas produzidas em série como jeans, meias e lingeries. "Apesar de mais estável, se comparado ao final de 2010 e 2011, o valor do algodão interfere diretamente no preço das roupas. As peças desta nova coleção são mais pesadas, possuem mangas compridas e golas maiores, portanto, gastam uma quantidade maior de material", explica o diretor da Malhas Keeper, Leonardo Rebouças.

O supervisor de vendas da fábrica da Bruna Jeans, Thiago Zacaron, destaca a influência da concorrência com os produtos chineses na alta dos preços. "A indústria está sofrendo com esta competição. O valor de um produto brasileiro em relação a um produto chinês chega a ser até 30% mais caro." Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário e da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Vandir Domingos, outono e inverno trazem tendência de aumento dos preços. "Trata-se de uma coleção que tem um maior valor agregado, por isso, é mais cara". Para ele, o reajuste previsto não irá interferir nos resultados do comércio. "Acredito que cresceremos entre 11% e 13% no volume das vendas".

O superintendente do Sindicomércio-JF, Sergio Costa, também aposta em bons resultados. "Estamos em um início de outono atípico, que, por conta do calor, pede o uso de roupas de verão. Mas, a partir da primeira quinzena de abril, as vendas da coleção outono-inverno irão alavancar".

No comércio, muitas lojas ainda estão fazendo queima de estoque. "Temos clientes que esperam a temporada de liquidações para poder comprar e, quando vêem, se interessam pela nova coleção também", conta a gerente da Opção, Terezinha Aparecida dos Santos. Na Armadda, a gerente Magda Alvim conta que ainda não houve um aumento nos preços. "A coleção está chegando e os valores do ano passado estão se repetindo". Nas ruas, os consumidores estão fazendo pesquisas de preços e afirmam já perceber o encarecimento das roupas. A bióloga Bernadeth Monteiro, 43 anos, conta que checa os valores antes de efetuar suas compras. "Estou querendo me preparar para as datas importantes que estão chegando, como o Dia das Mães, quando é sempre bom presentear com roupas. Mas, já percebi que os valores estão maiores em relação ao ano passado".

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Mesmo verificando preços mais altos, a advogada Ruth Serro, 66 anos, prefere comprar no momento em que as novas coleções chegam às lojas. "É quando há mais variedade de produtos e as roupas são mais bonitas". Já a estudante Carolina Reis, 20 anos, aguarda o final da temporada, quando os preços costumam cair. "Para mim, agora é hora de comprar peças de verão. Os produtos são de qualidade e têm um preço bem mais baixo".

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