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a bancaria monica londes optou pela previdencia privada para ela e para filha clara

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A bancária Monica Londes optou pela previdência privada para ela e para filha Clara
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A bancária Monica Londes optou pela previdência privada para ela e para filha Clara

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Os brasileiros ainda estão aprendendo a poupar dinheiro. Segundo pesquisa do Ibope Inteligência, realizada a pedido do Serasa Experian, apenas 31% têm esse hábito. Mas para quem já entendeu que é preciso economizar, restam dúvidas sobre como fazer os valores renderem. No atual momento econômico, com inflação em alta e à espera da definição do cenário político que acontece hoje nas urnas, especialistas orientam sobre quais são as melhores formas de investir o dinheiro economizado e aumentar o patrimônio pessoal.

A máxima entre os economistas é que “é preciso investir sempre”, já que dinheiro “parado” não rende. As alternativas para aplicação são muitas, cada uma delas com riscos e rentabilidade variados (ver quadro). “Qualquer investimento é bom. Ele só não será eficiente para todo mundo, a todo o momento”, explica o economista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo Fábio Gallo. “Por isso é importante compreender o contexto econômico.”

A inflação fechou setembro em 6,75%, maior percentual do ano, conforme o Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). A expectativa é que para conter o índice, o Governo aumente as taxas de juros. Dessa forma, as aplicações com rendimentos atrelados aos juros podem ser uma boa opção para os investidores, segundo o economista e diretor da Itaúba Serviços Especiais, Guilherme Ventura. Como exemplo, estão os investimentos em títulos públicos, certificado de depósitos bancários (CDB) e recibos de depósitos bancários (RDB).

Ventura orienta que há uma grande variedade de títulos, cada um com características próprias de rentabilidade. “É preciso conhecer para começar a investir.” O órgão responsável pela emissão e controle dos títulos é a Secretaria do Tesouro Nacional, e, atualmente, há o serviço de compra pela internet para os investidores interessados.

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O CDB e o RDB são análogos ao financiamento de um valor para o banco, em que, ao final do prazo combinado, o investidor recebe o dinheiro acrescido de juros. A diferença entre eles é que no primeiro é possível negociar outra proposta com o banco antes do prazo ser encerrado. No RDB, o acordo firmado inicialmente não pode ser alterado. “São tipos de aplicação de renda fixa aconselháveis para quem tem um perfil mais conservador”, analisa Ventura.

Câmbio

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A instabilidade da cotação do dólar é outro aspecto do cenário econômico que interfere diretamente na vida dos investidores. Para quem aplica o dinheiro na compra da moeda para revendê-la, o melhor a fazer agora é esperar. Após ter oscilado entre quedas e altas, o dólar iniciou a manhã da última quinta-feira a R$ 2,50 e fechou a sexta-feira a R$ 2,45. “A médio prazo, existe a tendência de desvalorização do câmbio, mas está muito sujeito a intervenções governamentais”, alerta Ventura.

Poupança e previdência são atemporais

A caderneta de poupança e os planos de previdência privada são aplicações consideradas atemporais pelos especialistas, sendo válido o investimento independente das circunstâncias econômicas do país. “Estamos falando de quem já consegue ter uma visão a longo prazo e entende que é preciso começar a poupar”, destaca o economista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro Luis Carlos Ewald, também conhecido como o Senhor Dinheiro do programa “Fantástico” da Rede Globo.

Para ele, a pessoa que tem uma economia de até R$ 20 mil deve destiná-la à poupança. “É uma aplicação segura, de fácil realização e que garante rendimentos. Deixe o dinheiro lá e esquece”, brinca. “Quando tiver um valor maior, aí pode-se pensar em outros tipos de investimento, mais rentáveis e arriscados.” A economista e professora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Fernanda Finotti Perobelli concorda. “A poupança tem rentabilidade diária, é isenta de tributação e aceita aplicações de qualquer valor. À medida que o montante aplicado se tornar maior, e se não houver um prazo curto esperado para resgate, outras aplicações vão se tornando factíveis.”

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Os planos de previdência privada também são uma boa alternativa para quem se planeja. “Você contribui com o que pode, na periodicidade com que é possível, e garante um rendimento interessante no futuro”, diz Ewald. Esta foi a escolha feita pela bancária Monica Londes, 35 anos, para ela e a filha Clara, 8. “Assim que fui empossada no trabalho, aderi ao plano tendo em vista a complementação de aposentadoria”, relembra. “Quando minha filha nasceu, contratei um plano para ela, pensando em reserva para estudos e aquisição de patrimônio.” Como vantagens, Monica destaca a rentabilidade no longo prazo, a praticidade de programar as contribuições e a possibilidade de planejamento sucessório. “Clara terá as opções dela. Quando completar 21 anos, passará a ser titular do plano. Quero que minha filha se sinta segura com relação ao futuro financeiro. Apenas isso. Por isso apostei na previdência.”

Ações são incerteza

Com a indefinição sobre o cenário político brasileiro, investir o dinheiro poupado em ações não é o melhor negócio. “Os valores mudam a cada minuto, conforme chegam notícias sobre a economia e a empresa emissora”, afirma a economista e professora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Fernanda Finotti Perobelli. “Os preços estão muito baixos. Pode ser uma boa hora para entrar no negócio, mas sem ter ideia de quando vai sair”, afirma Luis Carlos Ewald. “É melhor não investir na compra individual de ações ou por meio de clubes e fundos de investimento. Deixe essas alternativas mais para frente”, completa.

O funcionário público Fabiano Silvério da Silva, 35 anos, está sentindo o peso da situação. Ele conta que quando investiu em ações da Petrobras, a cotação era de R$ 40, hoje está em torno de R$ 15. “Se eu retirar meu dinheiro, terei um grande prejuízo.” Mas a realidade já foi muito diferente. “Adquiri minha casa própria e comprei um carro zero graças às aplicações na bolsa. Sempre investi em ações de grandes empresas, pois é mais fácil ter acesso às informações sobre elas.” O início da vida como investidor aconteceu há alguns anos, quando o Governo deu incentivo para a compra de ações com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “Já tive lucro de 130% sobre o valor aplicado. Hoje teria prejuízo de 50%. É uma verdadeira roleta russa.”

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Investimento-anjo: alternativa em expansão

Investir em startups também é uma forma de fazer o dinheiro render. O “investidor-anjo”, como é conhecido quem opta por este tipo de negócio, geralmente, é um empresário ou alguém que tenha conhecimento de mercado, já que além de aplicar recurso financeiro também será uma espécie de mentor da empresa. Especialistas alertam que proporcional à possibilidade de retorno financeiro estão os riscos dessa escolha. Segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), este tipo de empreendimento cresce em velocidade muito superior à média do mercado. Enquanto uma “empresa tradicional” avança 20% ao ano, a startup pode chegar a 200%. A explicação estaria no próprio modelo de negócio: inovador e com base tecnológica.

As startups são criadas com baixo custo inicial e atuam em condições de incerteza. E é exatamente aí que mora o perigo, conforme pesquisa da Fundação Dom Cabral (FDC) divulgada na última semana. Segundo o estudo, 25% das startups “morrem” antes do primeiro ano de vida, e 50%, antes de completarem quatro anos.

O valor do investimento-anjo varia, em média, entre R$ 200 mil e R$ 500 mil. A expectativa do retorno é de 40% ao ano, conforme informações da Anjos do Brasil, entidade de fomento à atividade. “É uma alternativa de altíssimo risco, em expansão e que pode garantir uma excelente rentabilidade”, avalia o economista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo Fábio Gallo. “Mas não é para qualquer pessoa que esteja poupando dinheiro, é direcionado para quem possa acompanhar e alimentar o crescimento do negócio.”

Investidor-anjo da startup juiz-forana Qrânio, o empresário Gui Affonso, 55 anos, destinou R$ 2,7 milhões ao negócio. “Foi uma oportunidade que apareceu e está dando muito certo.” Conforme ele, a empresa tem se sobressaído no mercado. “O momento econômico é incerto, há retração, mas o nosso negócio tem espaço por causa do apelo educacional.”

O investidor afirma que ainda está no caminho para alcançar o retorno financeiro. “Se eu vendesse minha parte da empresa ganharia muito. Mas quero continuar neste projeto. O faturamento vem crescendo e, em breve, será um negócio autossustentável.”

 

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