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Exportações crescem 21% de janeiro a julho

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Diante da retração do mercado interno, o empresariado juiz-forano está direcionando as atenções – e os produtos – para o exterior. A balança comercial juiz-forana apresenta alta de 21% nas exportações nos sete primeiros meses deste ano, alcançando a cifra de US$ 43,6 milhões. A retração das importações em 15,4% também é considerada reflexo do desaquecimento no mercado doméstico, totalizando US$ 436 milhões. Mantendo a tradição, o déficit prevalece na balança local, na ordem de US$ 392,4 milhões.

O consultor de Negócios Internacionais da Fiemg, Alexandre Brito, destaca que o desempenho municipal foi na contramão do cenário mineiro, que apresentou retração de, aproximadamente, 7% nas exportações no mesmo período. Na sua avaliação, mediante retração no mercado interno, o empresariado tende a buscar melhores oportunidade e posicionamento do produto no exterior. O resultado prevalente sobre o mineiro demonstra, na sua opinião, que as empresas daqui estão, nesse momento, mais focadas no nicho de mercado. É um bom desempenho, considera.

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Conforme a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, só em julho, houve aumento de 31,5% nas exportações partindo de Juiz de Fora na comparação com o mesmo mês de 2013. A importação também acompanhou a performance positiva, com alta de 20,97% na mesma base de comparação. Os principais produtos exportados são zinco (34,9%), instrumentos e aparelhos médicos (24%), fio-máquina de ferro (9,20%), além de veículos automotores para transporte de mercadorias (7%). Além destes itens já conhecidos na balança juiz-forana, alguns destaques, mesmo em menor percentual, foram exportação de soja (1,83%), preparações alimentícias (0,07%) e livros, brochuras e impressos (0,05%). A África do Sul é o principal destino, seguido por Peru, Espanha, Argentina e Estados Unidos, neste ordem.

Câmbio

O coordenador dos cursos de Economia e Administração das Faculdades Integradas Vianna Júnior, Silvio Reis de Almeida Magalhães, explica que, diante de um mercado interno desaquecido, alguns produtos contam com câmbio favorável à comercialização no exterior, daí o aumento das exportações. Da mesma forma, compara, a retração no consumo verificada na pessoa física também atinge as empresas, por isso a queda constatada nas importações. Apesar da tradição no déficit, Silvio Reis acredita que a balança desfavorável local pode ser revertida à médio prazo, com políticas públicas visando a transformar a cidade em um polo tecnológico e driblando a guerra fiscal na concorrência principalmente com municípios fluminenses. O coordenador destaca, ainda, a importância de agregar valor aos produtos juiz-foranos, além de diversificar e melhorar a pauta exportadora para se conquistar ainda mais espaço.

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