Na reta final de entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2016 – o prazo termina na sexta-feira (dia 21) -, a maioria dos contribuintes ainda não acertou as contas com o Leão. Em Juiz de Fora, mais da metade (56,4%) ainda não havia enviado o documento até quinta-feira (dia 21). Entre a minoria que prestou conta – 49.743 das 114 mil declarações esperadas pela regional – há os que cometeram erros na hora do envio.
O diretor executivo da Confirp Contabilidade, Richard Domingos, comenta que o descuido e a pressa no envio das informações, somados às especificidades exigidas nos preenchimentos, levam a erros que comprometem a declaração, aumentando o risco de o contribuinte cair na malha fina ou arcar com multas elevadas. “Detectados os problemas na declaração, o contribuinte pode fazer a retificação, antes mesmo de cair na malha fina, onde os erros serão corrigidos. O prazo para retificar a declaração é de cinco anos, mas é importante que o contribuinte realize o processo rapidamente, para não correr o risco de ficar na malha”.
Entre os cuidados a serem adotados, o especialista cita entregar a declaração retificadora no mesmo modelo (completo ou simplificado) utilizado no documento original. É fundamental, orienta, que o contribuinte guarde o número do recibo de entrega da declaração anterior, para a realização do processo. Segundo Domingos, o procedimento para a retificadora é o mesmo adotado em relação a uma declaração comum. A principal diferença está no campo identificação do contribuinte, em que deve ser informado que a declaração é retificadora.
Dentre as principais causas de retenção nas garras do Leão estão: informar despesas médicas diferentes ante os recibos, errar nos dados do informe de rendimentos, principalmente valores e CNPJ, deixar de informar rendimentos dos dependentes, enumerar dependentes sem ter a relação de dependência e deixar de comunicar os rendimentos de aluguel recebidos durante o ano.
