Ícone do site Tribuna de Minas

Alta do diesel eleva valor do frete em 2,5%

PUBLICIDADE

A segunda alta em menos de três meses do preço do diesel vai elevar em torno de 2,5% o custo do frete em Juiz de Fora. Este é o cálculo da Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Minas Gerais (Fetcemg). Em janeiro, a Petrobras anunciou aumento de 5,4%. Este mês, novo reajuste, de 5%, no preço de venda nas refinarias pegou de surpresa os transportadores de carga, a exemplo do restante do país.

Conforme a Agência Nacional de Petróleo (ANP), o custo médio do combustível praticado em Juiz de Fora é de R$ 2,352, sendo encontrado o mínimo de R$ 2,270 e o máximo de R$ 2,430. O valor foi apurado em pesquisa realizada entre os dias 10 e 16 deste mês. Em relação à semana anterior, a alta é de 3,4%. No período de 3 a 9 de março, o preço do litro era, em média, de R$ 2,27 na cidade.

PUBLICIDADE

Segundo o presidente da Fetcemg, Vander Francisco Costa, não há condições de o setor absorver o impacto de mais uma majoração. O repasse é considerado inevitável. A alta no custo do frete, segundo Costa, pode chegar a 4% em alguns estados do país, de acordo com fatores, como distância percorrida e oferta de mão-de-obra. Em Minas Gerais, a expectativa é que gire em torno de 2,5%. Para o presidente, o ano passado foi ruim para o setor. Ele cita investimentos principalmente em frota, em função da realização de Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil, não acompanhados pelo aumento da demanda. Para 2013, o custo do óleo pode segurar o crescimento esperado, que já era baixo. O Governo precisa promover a desoneração tributária e dar efetividade ao que foi prometido, principalmente investimento em infraestrutura. Na opinião do presidente, somente investimento público pode reverter o quadro e promover o crescimento do setor.

O diretor da Empresa de Transporte Oliveiros, Osmar de Campos Teixeira, explica que a segunda alta no ano exige que as planilhas sejam refeitas. O carreteiro e o pedágio já aumentaram também, identifica. Segundo Osmar, o setor de frete para comércio, que trabalha com carga fracionada, deve ser um dos mais impactados pela majoração, avaliou, mesmo sem estimar números. A Oliveiros atua, exatamente, no transporte de carga fracionada entre Juiz de Fora e São Paulo. Antigamente, o pneu era o que mais pesava no custo do transporte. Hoje é o combustível.

De acordo com estimativa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), os gastos com combustível representam cerca de 35% do custo total das empresas de transporte rodoviário de carga e 25% do das empresas de transporte de passageiros rodoviários. Conforme a CNT, cerca de 60% das cargas são transportadas no Brasil por caminhões, que utilizam diesel. Para o presidente da CNT, Clésio Andrade, o reajuste trará impacto na inflação, já que a alta no frete será repassada aos produtos transportados.

Em 2012, a Petrobras realizou outros dois ajustes nas refinarias, de 6% e 3,94% respectivamente. Desses, apenas o primeiro onerou o consumidor (em torno de 4%). No segundo, o Governo zerou a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) para mitigar os impactos negativos dos aumentos. De acordo com a CNT, os reajustes são justificados pela necessidade de alinhar o preço dos derivados de petróleo aos valores praticados no mercado internacional, a médio e longo prazos.

PUBLICIDADE
Sair da versão mobile