Ícone do site Tribuna de Minas

Mercedes quer atrair mais dez fornecedores

2343829028

2343829028

Produção em fase de teste já começou
PUBLICIDADE

Produção em fase de teste já começou

PUBLICIDADE

São Paulo – A Mercedes-Benz pretende atrair, até 2013, dez fornecedores para a planta juiz-forana, além das três empresas já instaladas: Maxion, Randon e Seeber. O presidente da montadora no Brasil, Jürgen Ziegler, afirmou que outras sistemistas (que fornecem conjuntos de componentes) já confirmaram o interesse em participar da produção de caminhões na cidade. Os nomes são mantidos sob sigilo para não comprometer as negociações. Pelas contas de Ziegler, os fornecedores podem multiplicar em 2,5 o número de funcionários diretos da planta, hoje em torno de 800. Caso a perspectiva se confirme, o total de empregos indiretos pode chegar a dois mil em Juiz de Fora.

Ziegler anunciou, ainda, que teve início, este mês, o try-out, teste de montagem dos veículos comerciais na unidade juiz-forana. De outubro a dezembro, a meta é produzir 250 caminhões, metade do modelo extrapesado Actros e a outra metade do leve Accelo. De acordo com o presidente, a produção em fase de testes do Accelo começou no último sábado. Segundo ele, o início da fabricação em escala está confirmado para janeiro de 2012. Os anúncios foram feitos no último domingo pelo executivo no estande da montadora no Salão Internacional do Transporte (Fenatran) 2011, evento promovido pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que segue até o dia 28, em São Paulo.

O diretor da fábrica da Mercedes em Juiz de Fora, Izidro Penatti, explicou que o try-out permite verificar o funcionamento de todo o sistema de produção, envolvendo processos, máquinas, equipamentos, ferramentas, pré-montagem de componentes, montagem de periféricos, abastecimento da linha e atendimento a exigências de qualidade, segurança e meio ambiente.

A partir do início da produção em série, o objetivo é produzir 15 mil veículos por ano na cidade, exclusivamente os modelos Actros e Accelo. Enquanto o leve é 100% nacional, o extrapesado que, no país, será produzido exclusivamente em Juiz de Fora, prevê programa de nacionalização até 2014. No início da produção, haverá entre 25% e 30% de peças nacionais, passando para 40% em 2013 e chegando a 60% no final de 2014. O Accelo continua sendo fabricado também na unidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo.

PUBLICIDADE

A possibilidade de desenvolver outros projetos na cidade, além do Actros e do Accelo, foi descartada nesse primeiro momento pelo vice-presidente de vendas, Joachim Maier. Na Fenatran, a Mercedes também apresentou as novas linhas dos caminhões Atego, Atron e Axor, além da Sprinter.

 

PUBLICIDADE

Parque de fornecedores otimiza produção

De acordo com a montadora, foi criado em Juiz de Fora um conceito inédito de montagem de veículos comerciais. A novidade é a criação do parque de fornecedores, área reservada para as empresas parceiras atuarem dentro da própria planta. Hoje estão sediadas as empresas Maxion (fabricante de longarinas), Randon (pré-montagem de periféricos do motor, para-lamas traseiros, radiador e mangueiras do sistema de arrefecimento, pedaleiras de freio e embreagem, coluna de direção e freio de mão) e Seeber (pintura de peças plásticas e metálicas). Elas são responsáveis pela maior parte dos componentes dos caminhões a serem montados na cidade.

Com base nesse modelo, a Mercedes cuidará especificamente da montagem final do produto, ficando parte da pré-montagem e do abastecimento da linha a cargo de sistemistas. "Esses parceiros poderão fornecer os subconjuntos prontos ou montá-los no parque. Isso otimizará a entrega dos diversos componentes na nossa linha, obedecendo ao sistema just-in-sequence, que nos atende no momento preciso da montagem final do caminhão", explica Izidro.

PUBLICIDADE

Outro diferencial adotado na unidade local é o centro de operações logísticas (COL), situado próximo à fábrica. Nele, são concentradas atividades como recebimento de peças e componentes, conferência, armazenagem e fornecimento diretamente nas linhas de montagem. O diretor da fábrica local destaca a possibilidade de reduzir espaço para estoque. "Como resultado, disponibilizamos aproximadamente 75% de área da fábrica para a produção de caminhões, que é nosso objetivo principal."

 

Paralisação

PUBLICIDADE

Os funcionários da Mercedes-Benz em Juiz de Fora chegaram nesta segunda-feira (24) ao terceiro dia de greve por tempo indeterminado. Segundo informações do Sindicato dos Metalúrgicos a manifestação dos trabalhadores teve prosseguimento devido à falta de "avanço nas negociações". Nesta terça (25) haverá nova assembleia, na portaria da montadora, a partir das 7h, para decidir os rumos do movimento.

Desde a última quinta-feira mais de mil funcionários da Mercedes-Benz em Juiz de Fora, entre contratados e terceirizados, paralisaram os serviços na unidade. Além dos cerca de trabalhadores da planta juiz-forana, outros 300, que estão em treinamento na unidade de São Bernardo do Campo, também estão de braços cruzados. A paralisação em São Paulo teve início na última quarta-feira (19). A categoria reivindica aumento de 10%, mais abono de R$ 2.500, além de manutenção de benefícios conquistados. A exigência é por paridade em relação ao reajuste concedido aos funcionários do ABC. A Mercedes informou, por meio de sua assessoria, que as negociações continuam em andamento. A empresa prefere não comentar detalhes para não atrapalhar as discussões.

 

*A repórter viajou a convite da Anfavea

 

Sair da versão mobile