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Têxteis protestam no Centro

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Profissionais do setor têxtil, em greve há uma semana, realizaram ontem protesto no Calçadão da Rua Halfeld após reunião de negociação salarial com o sindicato patronal. Segundo o diretor da Central Única de Trabalhadores (CUT) de Minas Gerais, Oleg Abramov, a proposta de aumento do piso para R$ 700 e reajuste de 8% representa avanço nas negociações, mas a categoria continua em greve por não concordar com o período de 30 dias de estabilidade para quem aderiu ao movimento e a exigência de reposição para o pagamento dos dias parados, além de não abrir mão do tíquete alimentação no valor de R$ 143. Hoje, outra reunião será realizada na sede do Ministério do Trabalho e Emprego para apresentação de contraproposta da classe.

Abramov informou, ainda, que o comando de greve acionou o Ministério Público do Trabalho por conta da abertura de edital de contratação de uma das malharias que foi paralisada para substituir profissionais que aderiram o movimento. Isto é um atentado contra o direito de greve.

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Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Malharias de Juiz de Fora (Sindimalhas JF), Francisco Campolina, o movimento é respeitado pelos patrões, mas há limites para o aumento dos salários, uma vez que o setor enfrenta período de crise. Reconhecemos e aceitamos o direito de greve, mas se reajustamos indiscriminadamente fica mais barato comprar da China. A nossa oferta representa ganho de 12% em cima do que estamos pagando hoje.

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