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Novo cálculo do preço de energia

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Brasília (AE) – Uma mudança na fórmula de cálculo do preço de energia pode reduzir o custo para o consumidor do uso das usinas térmicas a partir de setembro, quando se inicia o período seco no país. O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, afirmou que o novo modelo de definição desse valor vai incorporar o pior cenário hidrológico e de armazenamento dos reservatórios. Isso vai permitir que o Governo antecipe o uso de térmicas mais baratas, evitando as usinas muito mais caras em situações de emergência.

Com a mudança, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) do Ministério de Minas e Energia terá um instrumento mais preciso para o acompanhamento da necessidade das térmicas. Segundo Zimmermann, isso vai minimizar a chance de que essas usinas sejam acionadas fora da chamada ordem de mérito, o que praticamente elimina um encargo que incide sobre a conta de luz dos consumidores – o Encargo de Serviços do Sistema (ESS). A probabilidade de que isso ocorra fica próxima de zero. Temos certeza de que a aplicação do modelo aumenta a segurança energética, acrescentou.

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O custo atualmente é repassado pelas distribuidoras na época do reajuste tarifário anual definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Depois da última crise energética, que obrigou o acionamento de todas as térmicas em outubro do ano passado, o Governo tomou a decisão, anunciada ontem. A nova metodologia será enviada para análise da Aneel amanhã. O órgão regulador deve abrir processo de consulta pública antes que passe a valer.

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