
Enquanto o salário médio mensal do brasileiro foi de R$ 1.792,61 (o equivalente a 3,3 salários mínimos) em 2011, o juiz-forano recebia, em média, 2,5 mínimos ou R$ 1.362,50 por mês no mesmo ano. A diferença chega a R$ 430,11. Na época, o mínimo valia R$ 545. Os dados são do Cadastro Central de Empresas (Cempre), estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesa sexta-feira (24).
Conforme a pesquisa, o juiz-forano vem sofrendo achatamento salarial nos últimos anos. Na comparação com a série iniciada em 2006 (ver arte), o salário médio mensal de 2,9 mínimos em 2006 caiu para 2,7 (2007 e 2008), 2,6 (2009), e estabilizou em 2,5 tanto em 2010 quanto em 2011. Na análise do volume total de salários e outras remunerações pagos na cidade, no entanto, houve alta. Em 2011 o montante chegou a R$ 2,4 bilhões, aumento de 7,3% ante o total do ano anterior (R$ 2,2 bilhões). Na comparação com 2006, o aumento chega a 78%. Na época, os ganhos somavam R$ 1,3 bilhões no município.
No recorte local do Cempre há, ainda, dados referentes ao número de ocupados – 167.448 em 2011, sendo 82% ou 137.284 assalariados. O percentual é um pouco menor do que o verificado no ano anterior (83,5%), o equivalente a 138.012 dos 165.230 ocupados. O número de empresas e outras organizações ativas foi de 21.465 naquele ano, 3,7% a mais na comparação com 2010 (20.694).
Conforme o IBGE, em 2011, os maiores salários médios foram identificados no Distrito Federal (6,3 salários mínimos), no Rio de Janeiro (3,9 salários mínimos), em São Paulo e no Amapá (3,8 salários mínimos), além de Roraima (3,3 salários mínimos). Com o valor verificado na cidade (2,5 mínimos), o município se aproxima dos estados com menor remuneração média, como Ceará (2,3 salários mínimos) e Alagoas, Paraíba e Piauí (2,4 salários mínimos).
Ainda segundo o IBGE, o salário médio mensal do brasileiro aumentou 2,4%, em termos reais, entre 2010 e 2011. Já o total de salários e outras remunerações cresceu 8% no período. O estudo reúne informações cadastrais e econômicas de empresas e outras organizações (administração pública, entidades sem fins lucrativos, pessoas físicas e instituições extraterritoriais) no país.

