
Os motoristas de Juiz de Fora ainda não sentiram alívio no bolso em relação ao preço da gasolina. Na última terça-feira (21), começou a valer a redução de 4,9% autorizada pela Petrobras no valor repassado às refinarias. Com isso, o preço médio de venda do litro do combustível passou de R$ 2,85 para R$ 2,71 nessa etapa da cadeia, uma redução de R$ 0,14. No entanto, no município mineiro, essa queda ainda não chegou às bombas. A Tribuna percorreu mais de dez postos na tarde desta quinta-feira (23) e encontrou o litro sendo vendido a R$ 6,57 na maioria dos estabelecimentos.
A redução anunciada pela Petrobras diz respeito ao valor vendido para as refinarias, ou seja, o preço final ao consumidor nos postos depende ainda de impostos, margens de lucro e custos de transporte. Se a diminuição fosse repassada integralmente, os juiz-foranos encontrariam o produto a R$ 6,15, em média. O cálculo foi feito com base no valor médio da gasolina na cidade, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que era de R$ 6,46 até o dia 18 de outubro.
Nos postos de combustíveis visitados pela reportagem, o valor médio estava em R$ 6,48, sendo R$ 6,58 o maior preço encontrado e R$ 5,78 o menor. A Tribuna visitou estabelecimentos na Zona Sul, Centro, Nordeste e Leste de Juiz de Fora.
Minaspetro recebeu novo reajuste com satisfação
O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro) manifestou satisfação com o recente anúncio de reajuste da Petrobras, que resultou redução no preço da gasolina. Para o sindicato, a medida é um alívio para o consumidor em um cenário de alta inflação, além de impulsionar as vendas nos postos e melhorar o ambiente comercial do país.
A entidade, no entanto, reitera que a cadeia de produção de combustíveis é complexa e envolve diversos fatores, como distribuição, produção de etanol, frete e a elevada carga tributária, que atualmente soma R$ 2,15 por litro de gasolina. “Culpar a ponta final, os postos, é isentar os demais atores de responsabilidade sobre a formação final dos preços e enganar a população sobre quem realmente se beneficia com o alto valor da bomba.”
O Minaspetro ainda destaca que o aumento da mistura do etanol anidro para 30% na gasolina, vigente desde agosto, faz com os reajustes da Petrobras sejam cada vez menos sentido pelo consumidor. “A previsão de impacto com o anúncio da semana passada é de R$ 0,09 no preço final ao considerarmos os 30% de mistura de anidro. Vale destacar que desde o anúncio do aumento da mistura, o litro do anidro já aumentou R$ 0,15 nas usinas, sendo mais caro, inclusive que o preço da gasolina vendido nas refinarias”, afirma o sindicato.
