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Obra de fábrica deve começar até fim do ano

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A M. Dias Branco, proprietária das marcas Adria, Estrela e Isabela, confirmou a manutenção do investimento milionário em Juiz de Fora. Apesar do falecimento do presidente do grupo, Ivens de Sá, em junho, houve a garantia de que o projeto não sofreu alterações e está mantido na programação de investimentos da companhia. Além da construção de uma fábrica de biscoitos e massas, também estão previstos um moinho de trigo e um centro de distribuição.

Segundo o vice-presidente de Investimentos e Controladoria, Geraldo Luciano Mattos Júnior, o projeto encontra-se em fase de obtenção de licenças e regularização do terreno, para que seja possível iniciar os serviços de terraplanagem. Conforme o executivo, o início da produção propriamente dita está previsto para 2019. O empreendimento será construído em um terreno de 600 mil metros quadrados localizado na BR-040.

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Conforme o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Geração de Emprego e Renda, João Matos, a M.Dias Branco está em fase de implantação de sua unidade no município. “Após definir o local de instalação e adquirir o terreno que receberá a planta industrial, a empresa encaminhou seu projeto para o órgão ambiental, a fim de licenciá-lo.” Conforme o secretário, de acordo com o cronograma de implantação apresentado pelo grupo, a previsão para o começo das obras civis é início do quarto trimestre de 2016.

Além dos R$ 300 milhões já previstos para a instalação da fábrica de massas e biscoitos – a serem aplicados em até cinco anos – o Governo de Minas oficializou, em janeiro, a intenção de o grupo investir mais R$ 100 milhões na cidade, para a disponibilização de um moinho de trigo e um centro de distribuição. A expectativa é que o empreendimento possa gerar entre 700 e 750 empregos diretos.

As negociações com a M. Dias Branco foram conduzidas há mais de um ano, e a assinatura de protocolo de intenções com o município aconteceu em março de 2015. Em dezembro de 2004, a empresa lançou um comunicado ao mercado, anunciando o protocolo firmado com o Estado. Na época, o investimento foi considerado parte da estratégia de “contínuo aperfeiçoamento de sua logística de produção no Brasil, de modo a continuar correspondendo à crescente demanda pelos alimentos que produz, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país, aproximando-se, cada vez mais, de seus mercados de consumo”.

Em dezembro de 2015, a Câmara aprovou a incorporação do empreendimento à lei de incentivo fiscal, que permite o reembolso de até R$ 50 milhões para a indústria alimentícia, caso ela cumpra a previsão de gerar, para o município, mais de R$ 100 milhões em dez anos, referentes à quota-parte do ICMS repassadas pelo Estado. O faturamento previsto chega a R$ 650 milhões, podendo atingir a marca de R$ 1 bilhão em uma década.

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