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JF cria 39,8% menos vagas de emprego

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Juiz de Fora criou, no primeiro semestre de 2013, 39,8% menos vagas do que em igual período do ano passado. Mesmo encerrando os últimos seis meses com crescimento de 1,4% no volume de empregos, que corresponde à criação de aproximadamente duas mil oportunidades, o resultado foi inferior ao de 2012, quando a taxa chegou a 2,49% e a oferta de empregos formais foi de 3.247. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem, o setor de comércio foi o que mais contribuiu para a queda, com saldo negativo de 887 vagas. O setor de serviços, como vem acontecendo tradicionalmente, fechou o semestre de forma positiva – 1.752 vagas – mas o número é pouco maior que a metade do registrado em 2012, quando o setor criou 3.203 vagas.

Em contrapartida, os setores da construção civil e da indústria apresentaram crescimento em relação ao ano passado. Em 2013, o saldo da construção civil foi de 735 vagas, contra 519 de 2012. Já a indústria parece sentir os reflexos das novas empresas que vem sendo instaladas na cidade: fechou o período com saldo de 433 postos, quase o dobro do montante de 2012 (237 vagas). Na comparação com o estado e o país, o índice de crescimento de Juiz de Fora também decepciona: Minas Gerais apresentou índice de 3,11%, mais alto, inclusive, que o nacional, de 2,09%. O comércio, porém, teve perda também nestas duas esferas – computou 6.105 vagas a menos no estado e 13.693 no país.

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O diretor da faculdade de Economia da UFJF, Lourival Batista de Oliveira Júnior, destaca que, das 1.954 vagas juiz-foranas criadas entre janeiro e junho, cerca de 25% são oriundas da indústria, setor que vinha apresentando comportamento preocupante. Quanto à queda do comércio, o professor acredita que os motivos estejam ligados ao baixo volume de vendas em todo país. O resultado negativo também pode ser atribuído à sazonalidade, ligadas à época do ano na qual o movimento é menor. A tendência é que haja aumento no segundo semestre, avalia.

Ainda de acordo Lourival, o atual cenário da economia brasileira não é favorável. As perspectivas de crescimento para a cidade não são boas, pois fica difícil crescer quando o país apresenta dificuldades. O resultado registrado pelo setor de serviços o economista atribui à vocação de Juiz de Fora. A cidade é a capital da Zona da Mata e precisa manter o setor de serviços para atender à demanda existente na região. Já a expansão da construção civil pode estar relacionada ao crescimento da cidade e aos pacotes de obras que vem sendo realizados, que acabam empregando mais pessoas.

Comércio

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Segundo o presidente do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF), Emerson Beloti, a queda nos resultados do Caged já era esperada pela entidade em virtude da instabilidade econômica do varejo, iniciada em fevereiro deste ano. O comércio ficou retraído neste semestre, devido a muitas incertezas que circundaram o setor, atreladas a alta do dólar e dos juros. Nossa expectativa é que nos próximos meses consigamos um melhor resultado, motivado pelo movimento proveniente das vendas de Natal, já que as contratações têm início em setembro.

Beloti ressalta, ainda, que o setor de serviços conseguiu dar sustentabilidade aos números locais mesmo com a queda no comércio. Este é o carro chefe de Juiz de Fora. Em um raio de cem quilômetros existem 73 municípios que procuram os serviços oferecidos. É preciso, porém, que haja um equilíbrio entre os setores, não se pode carregar apenas um deles.

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