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Futuro do Itamar Franco deve ser definido nesta sexta-feira

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Primeiro esforço é para evitar a descontinuidade dos voos comerciais
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Primeiro esforço é para evitar a descontinuidade dos voos comerciais

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O futuro dos voos comerciais no Aeroporto Presidente Itamar Franco pode assumir novo contorno nesta sexta-feira (24), com o possível avanço nas negociações com uma companhia aérea nacional de grande porte, especializada no transporte de passageiros, mas que também opera com cargas. A direção da Multiterminais Alfandegados do Brasil, administradora do aeroporto, mantém o nome sob sigilo, mas confirma a realização da terceira reunião, desta vez com a presidência da empresa. Mesmo que o compromisso de operar no Itamar Franco seja formalizado ainda esta semana, dificilmente haverá tempo hábil para oferecer novos voos antes de 3 de junho, último dia de operações da Azul Linhas Aéreas no aeroporto. Isso porque é preciso vencer todo o trâmite burocrático, que inclui a formalização de pedido e a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Esta seria a negociação mais avançada das três encaminhadas, todas com empresas de transporte de passageiros. Segundo o diretor da Multiterminais, Denilson Duarte, apesar da vocação do Itamar Franco para o transporte de cargas, não pode-se ignorar a marca de 120 mil passageiros transportados em menos de dois anos. O primeiro esforço, hoje, é para evitar a descontinuidade dos voos comerciais. Sendo a interrupção inevitável, a meta passa a ser então que a retomada aconteça o mais rápido possível nas duas frentes: passageiros e cargas. O diretor garante, porém, que mesmo que fique temporariamente sem voos comerciais, o Aeroporto Itamar Franco não fecha as portas.

Diante de um período de transição inevitável que, segundo expectativas otimistas pode durar, pelo menos, dois meses, a preocupação é com a situação dos concessionários, prestadores de serviço em atuação no sítio aeroportuário. Segundo Denilson, serão negociadas, junto com eles, estratégias para manter a infraestrutura, como café e locadora de veículos, mesmo sem demanda de passageiros. O Itamar Franco mantém hoje 180 funcionários diretos e indiretos. Os termos do possível acordo com os prestadores de serviço ainda não foram definidos, diante da expectativa de reversão do quadro a curto prazo.

Além da meta de atrair uma ou mais empresas para operar no aeroporto, uma prioridade hoje é fomentar o transporte de cargas no Itamar Franco. Com um Terminal de Cargas (Teca) de cinco mil metros quadrados, a administradora afirma que está apta a receber e despachar cargas de origem nacional. O transporte de cargas internacionais depende ainda da aprovação dos órgãos anuentes para completar o processo de alfandegamento (movimentação e armazenagem de mercadorias importadas ou despachadas para exportação).

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Segundo Denilson, o pico na operação com cargas, iniciada em novembro, aconteceu esta semana com o transporte de 1,3 toneladas na segunda-feira. A capacidade instalada chegaria hoje a 50 toneladas/mês. "Demanda existe", garante, destacando a intensificação do trabalho de captação de potenciais clientes na região.

O proprietário da Tivi Serviço de Transporte Aéreo, Carlos Voltaire, agente exclusivo de uma companhia área, comenta que, só para Manaus, existe demanda de transporte aéreo de, pelo menos, uma tonelada de mercadoria por dia. A empresa dele teria captado o cliente e transportado, de Juiz de Fora para o aeroporto, os produtos que foram despachados esta semana. Entre as demandas em potencial na região, o empresário cita documentos, medicamentos, estojos e peças de confecção. Voltaire comenta que a redução de tempo aliada a qualidade e segurança do serviço são os atrativos deste modal ante os demais. A incerteza acerca dos rumos do aeroporto, no entanto, mantém os novos negócios em compasso de espera.

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Pendências

O processo de alfandegamento é a prioridade no momento e segue, em paralelo, ao trâmite para homologação do retorno da pista para 2.530 metros – possível com a remoção do morro localizado na cabeceira Sul – e internacionalização do aeroporto. Denilson prefere não estipular prazo para as pendências e garante que elas não atrapalham as negociações com as companhias aéreas dispostas a operar no aeroporto.

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O Itamar Franco iniciou as atividades em agosto de 2011, tendo a Azul Linhas Aéreas como única empresa a oferecer voos regulares para o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. No mês passado, a empresa decidiu transferir as atividades para o Aeroporto Francisco Álvares de Assis, o Serrinha. A operação foi autorizada pela Anac e começa a valer a partir do dia 4 de junho. A Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) foi procurada, mas não se posicionou sobre o assunto.

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