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Caixa apura casos de irregularidade

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A Caixa Econômica Federal, juntamente com a Polícia Militar e a Prefeitura, está realizando, in loco, o recadastramento das famílias beneficiárias do programa do Governo federal "Minha casa, minha vida" que moram no Residencial Araucárias, localizado no bairro Sagrado Coração de Jesus, Zona Sul de Juiz de Fora. A ação, que começou na segunda-feira e deve ser encerrada nesta quarta, visa identificar mutuários inadimplentes e irregularidades voltadas para a utilização do imóvel, como a transferência de beneficiários, aluguel ou apartamentos inabitados.

Nesta terça-feira (23), a Polícia Militar divulgou um balanço preliminar das ações, que apontam que 56% do condomínio é ocupado de forma regular. A equipe da 32ª Companhia de Polícia Militar do 27° Batalhão de Polícia Militar, percorreu os 380 apartamentos e conseguiu encontrar 213 moradores, enquanto outros 145 não foram localizados. Vinte e dois apartamentos foram considerados vazios. A Caixa, porém, por meio do superintendente regional, Luiz Guilherme de Campos, não confirma estes números e informou que o balanço oficial referente aos três dias de atividades será divulgado nesta quinta-feira.

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"Este trabalho é uma iniciativa que partiu da Caixa, e tem como objetivo solucionar os problemas existentes", ressalta Campos. Ele não quis especificar quais seriam os descumprimentos contratuais mais frequentes no residencial. De acordo com o previsto no regulamento do programa, disponível no site www.caixa.gov.br, para financiamentos baseados em renda familiar de até R$ 1.600, o mutuário do "Minha casa, minha vida" precisa quitar regularmente as prestações e outros tributos como IPTU, energia elétrica, água, taxas de condomínio e limpeza urbana. Não ocupar o imóvel até 30 dias a partir da assinatura do contrato, ou colocá-lo à venda, para aluguel, cessão, empréstimo a terceiros ou para outros fins que não seja o residencial e não realizar os pagamentos dos encargos pode implicar na perda do benefício.

Segundo o comandante da 32ª Cia, capitão Ricardo França, o trabalho da polícia complementa o que vem sendo realizado pelas equipes da Caixa. "A Caixa apura problemas relativos às condições de habitação do imóvel, e a PM estende o trabalho preventivo e repressivo que já realiza no local, além de respaldar a segurança dos agentes e dos moradores." Conforme já noticiado pela Tribuna, o Araucárias tem sido cenário de muitos atos de violência e conflitos entre moradores. Na última sexta-feira, uma operação conjunta entre as polícias Civil e Militar, motivada após a morte de um homem de 20 anos nas dependências do condomínio, no final de março, cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão.

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