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Indústria da Zona da Mata recua 8%

setor automotivo foi um dos responsaveis pela queda

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Setor automotivo foi um dos responsáveis pela queda (Foto: Olavo Prazeres/24-02-2015)
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O faturamento da indústria da Zona da Mata reduziu 8% em 2014 em comparação com o ano de 2013. O resultado foi o quarto pior desempenho entre as regiões de Minas Gerais, atrás de Norte, Sul e Leste, respectivamente. A queda nas vendas foi causada, sobretudo, pelos segmentos têxtil e automotivo que, diante da baixa demanda, paralisaram as atividades em determinados momentos do ano. Com isso, as horas trabalhadas da indústria também diminuíram (2,86%). Já os empregos tiveram recuo de 2%. Os dados são da pesquisa Index Regional elaborada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

O estudo aponta que a queda do faturamento da indústria da Zona da Mata foi causada pelo decréscimo nas vendas para o mercado interno. Somente no segmento têxtil, o recuo foi de 3,17%. “Foi um ano ruim para toda a indústria. Alguns segmentos sofreram um pouco menos, mas todos foram atingidos de alguma forma. O resultado não foi motivado por especificidades da região, mas sim por conta da situação que assolou o país”, pontua o economista da Fiemg regional Zona da Mata, Matheus Santana. “As indústrias de confecção e a cadeia automotiva foram as principais prejudicadas.” Em Minas Gerais, o faturamento teve queda de 6,22%.

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O especialista destaca que o fraco desempenho da região foi reflexo do contexto macroeconômico. “A Copa do Mundo e as eleições atrapalharam as vendas. A indústria ainda enfrentou um cenário de endividamento do consumidor, incerteza do empresariado pós eleições e aumento da carga tributária.”

A menor demanda do mercado interno fez com que os produtos ficassem estocados nas indústrias da Zona da Mata motivando medidas de contenção na produção que acarretaram a redução das horas trabalhadas ao longo do ano passado. Em dezembro, por exemplo, os segmentos têxtil e automotivo deram férias coletivas aos colaboradores. Já o recesso de final de ano contribuiu para diminuição de 5,3% da produção nas indústrias de papel e 4,43% nas de produtos alimentícios.

Santana explica que a decisão de pausar a produção é a alternativa encontrada pela indústria para adequar a oferta à demanda. “Acontece porque a empresa está com grandes dificuldades para dar vazão aos produtos. Acompanhamos a adoção dessas medidas, principalmente pelo setor automotivo, ao longo de todo o ano.” Ele destaca que, como consequência, o nível de empregabilidade na região também diminuiu.

A única variável que foi positiva no desempenho da Zona da Mata foi a massa salarial das indústrias. O resultado foi 7,28% maior em relação a 2013. A situação, conforme Santana, reflete a alta de juros e encargos tributários. “É um indicador que mostra elevação dos custos para o empresário. Foi mais um aspecto difícil com o qual o setor se deparou.”

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Perspectivas

Na análise do economista, a Zona da Mata não deve esperar um “crescimento extraordinário” este ano. “Sabemos que é um momento de ajuste das contas públicas. Mas acreditamos na possibilidade de melhora.” Para Minas, a Fiemg faz projeção de crescimento de 0,69% este ano.

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