
Bols, bicicletas e personagens de filmes são os mais procurados
Os juiz-foranos que deixaram para ir às compras de Natal na última hora terão dificuldades para encontrar todos os produtos da lista de presentes, sobretudo, os brinquedos. Segunda opção mais escolhida entre os consumidores da cidade como alternativa para presentear este ano, atrás apenas das roupas, conforme pesquisa feita pelo Sindicato do Comércio (Sindicomércio-JF) no início do mês, alguns itens já estão esgotados em lojas e camelôs. Este é o caso das bonecas do filme Frozen, as mais concorridas no comércio local, que estão indisponíveis há alguns dias e não há perspectiva de reposição de estoque. Produtos tradicionais, como jogos, bicicletas e até mesmo alguns modelos de bolas também estão em falta.
No Armarinho Domith, o estoque das bonecas e produtos da linha Frozen terminaram no início do mês. “Tínhamos três modelos diferentes. Os valores eram os mais variados e, mesmo assim, acabaram todas”, conta o proprietário Assed José Domith. Segundo ele, a procura por bonecos de super heróis também tem sido grande. “Sobrou uma unidade do Homem Aranha e alguns modelos do Homem de Ferro.” Outros personagens, como Capitão América, Thor, Hulck e Wolverine sumiram das prateleiras.
Mas não são apenas os brinquedos de filmes que ganharam o gosto do público neste Natal. “Alguns produtos tradicionais também irão faltar por causa da grande demanda. Trabalhamos com quatro modelos de bolas, e três já estão esgotados”, diz.
Outros itens tradicionais que os juiz-foranos terão dificuldade de encontrar serão as bicicletas e o jogo de Banco Imobiliário, conforme informações do gerente da Max Granatão, Fernando Amorim. “Vendemos muito esses produtos. No caso das bicicletas, estamos com uma quantidade menor de modelos. Os jogos acabaram mesmo. O movimento na loja tem sido intenso o dia todo.” Ele diz que a situação o surpreendeu. “Esperava aumento das vendas porque o Natal é sempre uma boa data. Essa é uma época que entra dinheiro no mercado e as pessoas consomem. Mas estou vendo que os consumidores estão procurando brinquedos específicos e dispostos a pagar por estes produtos.”
A proprietária da loja Criança Feliz, Nádia Mechalany, diz ter a mesma impressão. “Como de costume, os consumidores deixaram para última hora e, agora, fazem o possível para conseguir agradar às crianças. Tem pais que não escondem a alegria quando encontram determinado produto e não se importam em pagar pelo modelo mais caro.” Na loja, as bonecas da linha “Princesa Sofia” e “Baby Alive” estão no topo da lista de artigos mais procurados.
Nos camelôs, a demanda é semelhante, mas o preço continua sendo prioritário. Proprietária de uma banca na Rua Marechal Deodoro, Ana Cristina Ignácio Dias afirma que as vendas explodiram ontem. “Hoje o dia está intenso. Mas as pessoas estão comprando pelo produto e também pelo preço.”
Funcionária de outra banca na mesma rua, Fernanda Fernandes, relata a mesma situação. “Algumas até tentam negociar para poderem levar o brinquedo que desejam.”
A enfermeira Michelle Lacerda, 31 anos, foi uma das consumidoras de última hora que teve dificuldades para comprar o presente desejado. “Minha afilhada queria uma boneca da Monster High, mas vou levar uma Barbie porque não encontrei.”
Mãe de Letícia, de cinco anos, a dona de casa Cláudia Domingues, 36 anos, decidiu percorrer mais estabelecimentos em busca de uma boneca do filme Frozen. “Já fui em várias lojas e estou olhado nos camelôs. Ela quer muito, vou tentar mais um pouco.”

