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Comprador de última hora lota lojas populares

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Movimento aumentou até 70%
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Movimento aumentou até 70%

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Na reta final das vendas natalinas, o movimento no comércio popular cresceu até 70% em Juiz de Fora. Segundo lojistas, os consumidores começaram a procurar produtos de menor valor apenas na última semana, e os estabelecimentos ficaram lotados ontem. Entre os produtos mais procurados em lojas de variedades, roupas e calçados estavam as peças com valores entre R$ 5 e R$ 20, para não deixar ninguém sem presente na data.

Segundo o gerente da loja de bijuterias e óculos Tsunami, Douglas Souza, o movimento este ano cresceu 70% na comparação com o último. "O que vemos são pessoas comprando mais quantidade de produtos com preços menores." Ainda segundo o gerente, entre os itens com maior saída estão cintos, pulseiras e brincos. Na loja de utilidades domésticas Brasil, o movimento cresceu entre 15% e 20% na comparação com o ano passado. De acordo com o gerente João Carlos Rodrigues o investimento da loja em brinquedos fez com que as vendas este ano tivessem um tíquete médio maior, entre R$ 40 e R$ 100, contra gastos entre R$ 20 e R$ 60 no ano passado.

Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL/JF), Vandir Domingos, o aumento do poder aquisitivo dos trabalhadores está fazendo com que gastem mais dinheiro com artigos de tecnologia e também eletrodomésticos. "Mas, para não deixar ninguém sem presente, as pessoas estão recorrendo ao comércio popular." Segundo ele, a previsão é de que as vendas este ano superem a meta, chegando a mais de 10%. De acordo com o presidente do Sindicomércio, Emerson Beloti, até o último dia 20, 70% dos consumidores ainda não haviam comprado os presentes. Ele espera um crescimento ainda maior nessa reta final. "Ao mesmo tempo que o valor dos presentes subiu este ano, também cresceu o número de pessoas que vai comprar presentes também com valor menor. Todos os segmentos serão contemplados", prevê.

Para o gerente do Granatão, Fernando Amorim, além do aumento do tíquete médio de R$ 80 para R$ 100, a lojas também está percebendo vendas de maior quantidade de produtos, com aumento médio de 7%. "Antes, o presente era apenas para os filhos, netos. Agora, as pessoas estão comprando produtos melhores para sobrinhos e afilhados."

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A dona de casa Marília Fernandes Filgueiras já comprou presentes para os parentes mais próximos e ontem estava completando as pessoas que faltavam na lista. "Estou comprando para quem faltou, como o porteiro, o zelador, a lavadeira. Mas são só lembrancinhas, pois o dinheiro está curto." A professora Eva Maria de Paula também estava finalizando as compras de Natal ontem. "Este ano tive condições de gastar um pouco mais com os presentes de Natal, mas as lembrancinhas não podem faltar", disse.

A gerente da loja de roupas infantis Arco-Íris, na galeria Trilha da Moda, também teve aumento de vendas na reta final. Segundo a gerente Clara Assis, as pessoas estão comprando em maior quantidade, mas procurando peças mais baratas. O preço médio de vendas na loja é de R$ 30.

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Promoções

Nem todo o comércio popular, contudo, está comemorando vendas este ano. Segundo a gerente da loja de roupas Gravity, Josiane de Oliveira Tristão, o movimento está aquém do esperado. "Como as vendas estavam fracas, resolvemos fazer promoções nesse período, o que fez com melhorassem um pouco. Mas ainda não conseguimos chegar ao patamar de 2010." Na loja Suellen Calçados, as vendas também não decolaram. Segundo o proprietário, João Bosco Oliveira, apenas as mercadorias com valores menores estão tendo saída. "As sandálias a R$ 15 estão tendo grande procura." Na loja de variedades Cristy, a proprietária Luciani Carmo Vieira também observou queda nas vendas. "O que vejo são ruas cheias e lojas vazias", diz.

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