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Caderneta perde para renda fixa e DI

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Os consumidores que pretendem aplicar o dinheiro poupado devem ficar atentos. No atual cenário econômico, com as taxas de juros cada vez mais altas, alguns tipos de investimento podem se tornar menos rentáveis, como é o caso da caderneta de poupança. Em contrapartida, aqueles que têm os rendimentos atrelados aos juros podem ser uma boa opção como, por exemplo, os fundos de renda fixa e DI. Mas a matemática não é tão simples. Para ter certeza de qual é a melhor forma de fazer o dinheiro se multiplicar, é preciso analisar, ainda, fatores como período de aplicação, incidência de Imposto de Renda (IR), cobrança de taxas administrativas e valor da renda a ser aplicada. Especialistas orientam como escolher a melhor forma de aplicação para cada perfil de investimento. (Ver quadro)

A taxa juros básica (Selic), referência para as transações econômicas das instituições financeiras, sofreu uma escalada nos últimos dois anos, passando de 7,25% em março de 2013 para 12,75% em março deste ano. Esta alta interfere diretamente no cenário de investimentos, conforme explica o economista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo, Fábio Gallo. “A poupança ganha de outros investimentos quando as taxas de juros estão mais baixas. Em época de juros elevados, os fundos apresentam rentabilidade líquida mais alta. Isto explica porque, nos últimos dois meses, estão sendo batidos os recordes de saldo líquido negativo na caderneta.” A poupança tem trazido perda real, já que tem remunerado, em média, 7,4% ao ano, ou seja, abaixo da inflação, que está 7,7%, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

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Opções a curto e longo prazo

Levantamento feito pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) mostra que, quando a taxa de administração dos fundos é até 2%, eles sempre são mais rentáveis do que a poupança. A partir de 2,5%, só perdem para a caderneta se o período de aplicação for de até seis meses. Isto porque, nesse caso, há incidência do Imposto de Renda (IR), o que faz com que o rendimento mensal seja de 0,57%, e a poupança, que é isenta do IR, renderia 0,60%. Com a cobrança de uma taxa administrativa de 3%, que a Anefac considera “muito elevada”, o cálculo mostra que a caderneta tem melhor rendimento em aplicações de até dois anos. Acima desse prazo, os fundos continuam sendo a melhor opção.

O doutor em economia aplicada Fernando Agra, dá outras opções de investimento. “Recomendo o Certificado de Depósito Bancário (CDB) para aplicações de curto prazo, e as Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e os Títulos Públicos a longo prazo.” Para quem optar pelo CDB, Agra orienta que é preciso ter conta-corrente. “O investidor pode abrir uma conta de serviços essenciais gratuitamente em qualquer banco para não ter despesas. Neste caso, ele terá acesso a um pacote básico de movimentação da conta.”

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O economista salienta que o CDB é uma boa alternativa porque não cobra taxa administrativa e tem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para aplicações de até R$ 250 mil. “Outra dica é o poupador verificar se o banco onde ele tem conta está vinculado ao FGC. A consulta é feita pelo site www.fgc.org.br . Assim, se a instituição quebra, o investidor não perde dinheiro.”

O especialista informa que LCI e LCA são indicadas para aplicações acima de R$ 1 mil, são isentas de IR e protegidas pelo FGC. “Já os títulos públicos não têm garantia do FGC, mas possuem risco muito baixo. A liquidez é diária e basta apenas R$ 30 por aplicação.” Ele orienta, ainda, que os investidores façam aplicações diretamente com os bancos. “O gerente pode conseguir uma taxa de rentabilidade melhor do que as obtidas em caixas eletrônicos e sites.”

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