
Pausa acontece três meses após início da produção de caminhões na cidade
Três meses após o início da produção de caminhões, os funcionários da linha de produção da Mercedes-Benz em Juiz de Fora entrarão em férias coletivas entre os dias 2 e 11 de abril. A medida também se aplica à fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Atualmente, a fábrica emprega cerca de 800 trabalhadores na planta local.
A montadora, por meio de sua assessoria, considera as férias coletivas "circunstanciais", com o objetivo de ajustar o volume de produção à demanda de mercado. A informação é que foi identificada queda nas vendas em função da transição do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) da fase P5 para a P7. A norma estabelece novos parâmetros de emissões por veículos comerciais pesados e leves a diesel, exigindo motores com novas tecnologias para atendê-los.
Para a Mercedes, os clientes anteciparam as compras nos últimos meses do ano passado, provocando redução na procura neste início de ano. Mesmo com a interrupção momentânea, está mantida a perspectiva de produzir 15 mil unidades por ano dos modelos extrapesado Actros e leve Accelo na unidade juiz-forana. O início da produção de caminhões na cidade aconteceu em janeiro, e o volume de montagem atual não foi divulgado.
Toda a produção dos caminhões Accelo da Mercedes-Benz do Brasil está concentrada na planta de Juiz de Fora. Aqui, a empresa também monta o caminhão extrapesado, Actros em sistema CKD (Completely Knocked Down). Segundo a fábrica, ao longo de 2012, o conteúdo nacional dos caminhões Actros montados no Brasil aumentará de forma gradativa. O objetivo é concluir esse processo de nacionalização até 2014.
No interior da planta foi estabelecido um parque de fornecedores – uma área na qual estão sediadas as principais empresas fornecedoras de componentes e submontagens. Esta inovação possibilita aperfeiçoar a entrega de diferentes componentes, em forma de kits, e a vivência do conceito just-in-sequence. Empresas fornecedoras como Maxion, Randon e Seeber já estão usando a maior parte do parque, onde são montados longarinas e subsistemas, e pintadas partes plásticas de peças, entre outras atividades.

