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Comércio quer criar até 1.500 vagas temporárias neste fim de ano

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Apesar de amargar déficit de 745 vagas no acumulado do ano (até agosto), o comércio espera reverter o quadro e abrir entre 1.200 e 1.500 vagas temporárias para o final do ano. A expectativa foi feita pelo presidente do Sindicato do Comércio (Sindicomércio), Emerson Beloti, na mesma semana de divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apontam a criação de 96 empregos com carteira assinada em agosto pelo comércio. O segundo melhor resultado do ano, no entanto, não é suficiente para compensar as perdas verificadas desde janeiro, em quatro dos oito meses avaliados.

Embora reconheça o momento de instabilidade econômica e o impacto na empregabilidade do setor, Beloti acredita que o movimento de contratações vai acontecer este ano, mesmo que um pouco mais tarde. Conforme o presidente do Sindicomércio, as admissões temporárias tradicionalmente começam no início de setembro. Este ano, no entanto, devem ser postergadas para o final do mês, ganhando corpo em outubro. Apesar de haver alguma movimentação em função do Dia das Crianças, com a abertura de até cem vagas, o número é considerado inexpressivo ante o setor como um todo. Em 2012, a perspectiva foi de criação de 1.200 vagas. Em 2011, o número estimado não passou de 840.

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De olho na necessidade de treinar a mão de obra, o proprietário do Armarinho Domith, Assed José Domith, antecipou a seleção. Ele contratou três novos funcionários no final de julho e espera abrir mais duas oportunidades temporárias ainda este mês. Para ele, a escolha prévia é determinante para que o profissional esteja preparado para desempenhar bem a função. Conforme Assed, o reforço na equipe valerá tanto para as vendas do Dia das Crianças quanto para as do Natal. "Se trabalhar direitinho, o funcionário consegue continuar." Entre as características buscadas pelo empresário estão disposição para aprender e disponibilidade de horário.

A Armadda Girl já começou a receber currículos de candidatos às vagas temporárias oferecidas pela loja. Segundo a gerente Lidiane Fernandes, hoje são sete funcionários em atividade. A meta é garantir reforço de outros dois ou três. As entrevistas serão feitas ao longo de outubro, para que as efetivações tenham início em novembro. "A procura já começou. Há os que estudam e querem só um trabalho para as férias e os que desejam ficar." Entre as características que fazem diferença, para a gerente, estão interesse e experiência.

Na Chilli Beans, pretende-se abrir oportunidade para, pelo menos, mais um funcionário em cada uma das cinco lojas da marca na cidade. Segundo o gerente da unidade do Independência Shopping, Felipe Daniel de Magalhães, a partir de 1º de outubro começará a seleção, composta por análise de currículo, entrevista e treinamento sobre produtos e vendas. "Vamos ver quem vai aguentar o pico do Natal", brinca o gerente. No caso da Chilli Beans, a falta de experiência não é problema. "Gostamos de moldar do nosso jeitinho."

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