Nos dois primeiros dias de greve, os profissionais do setor têxtil de Juiz de Fora paralisaram parcialmente três fábricas na cidade. Hoje, a categoria se reúne com o sindicato patronal para dar continuidade à negociação salarial. Segundo o diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de Minas Gerais, Oleg Abramov, caso a proposta não contemple as reivindicações da classe, o movimento irá se estender por tempo indeterminado. Nas fábricas, o clima é de apreensão, uma vez que a situação agrava a crise vivida pelo setor por conta da concorrência com produtos importados chineses.
De acordo com o proprietário de uma das empresas que teve a produção parada parcialmente, que preferiu não se identificar, o sentimento é de pressão. Já sofremos com a dificuldade nas vendas, a competição dos importados e agora temos que administrar a questão da greve. Tem sido muito difícil, espero que a situação se resolva logo. Nunca vivemos um período tão delicado, desabafa.
Dentre as reivindicações da categoria estão reajuste de 10%, aumento do piso salarial para R$ 800, tíquete alimentação de R$ 143, auxílio creche e possibilidade de uso de atestado em caso de faltas por conta de consultas médicas dos filhos.
Em nota, o Sindicato das Indústrias de Malharia (Sindimalhas) e o Sindicatos das Indústrias de Meias (Sindimeias) afirmaram que têm interesse de continuar as negociações, buscando entendimento para se chegar a um bom termo. A última proposta, apresentada no último dia 12 e rejeitada pela classe, constava reajuste de 8% , piso salarial de R$ 700 para costureiras e R$ 675 para demais funções.
