Às vésperas do Dia das Crianças, comemorado nesta quarta-feira (12), o movimento nas lojas especializadas ainda é tímido. Apesar da expectativa por aquecimento provocado pela corrida dos pais de última hora, dificilmente o setor será capaz de superar as vendas realizadas em 2015. Entre os que não abrem mão de presentear na data, as lembrancinhas lideram absolutas na intenção de compra. A pesquisa realizada pelo Sindicato do Comércio (Sindicomércio) apontou que o tíquete médio não deve ultrapassar os R$ 100 este ano.
A proprietária da Loja Criança Feliz, Nádia Mechalany, comenta que a procura não está igual à do ano anterior. Desta vez, os pais têm preferido presentes mais simples, com preços médios entre R$ 30 e R$ 40. “O movimento não está tão bom, mas já era esperado.” Segundo Nádia, na preparação do estoque, as lembrancinhas foram priorizadas. Para a empresária, o feriado também contribuiu para que o desaquecimento. “Vamos vender menos do que o ano passado”, sentencia.
Pesquisa da Kantar Worldpanel, divulgada ontem, confirma que os consumidores estão cautelosos. A maior parte dos lares pretende comprar presentes apenas para os pequenos da casa (46%). A empresa ouviu 770 domicílios no período de 1º a 10 de outubro. Apenas 13% dizem planejar a compra para todas as crianças da família, enquanto 11% devem apostar em um passeio como forma de comemoração.
Na Toca do Brinquedo, o movimento está “mediano”, avalia o proprietário Cláudio Ferreira. Segundo ele, os pais têm seguido a tendência apontada na pesquisa do Sindicomércio, com tíquete médio de até R$ 100. Para Ferreira, as expectativas não são muito boas, apesar da torcida pelo aquecimento nesta terça-feira. Na sua opinião, não será possível igualar as vendas às de 2015. Entre os motivos da baixa, ele cita a crise, as compras virtuais e até a greve dos bancários, que teria comprometido as vendas antecipadas. “Se igualar, já está bom.”
A proprietária da Loja Matraquinha, Edna Franco, também considera a procura muito aquém da esperada. “Está muito ruim, tudo parado.” Segundo Edna, o consumidor estaria receoso de aumentar os gastos. Pelas suas contas, as compras têm variado entre R$ 19 e R$ 190, mas não é sempre que se consegue atingir o maior valor. Na sua opinião, será muito difícil igualar o faturamento ao da base anterior. A expectativa dela é que, pelo menos no Natal, o cenário possa ser revertido.
Em contrapartida, a Ri Happy espera alta de 6% nas vendas em 2016. Segundo a diretora comercial da rede, Sandra Haddad, o destaque fica por conta de itens com mídia e licenças reconhecidas, como boneca Baby Alive, Miraculous, Pokemon e produtos Disney. O Dia das Crianças é a segunda melhor época de vendas da rede, atrás apenas do Natal. “Temos opções para todos os bolsos, com produtos a partir de R$ 9,90 nas lojas”, destaca.
