
Tendência é de mais aumento no preço do produto (Marcelo Ribeiro/20-06-16)
Um dos alimentos mais consumidos pelo brasileiro, o feijão está com preço em alta por causa da produção abaixo do esperado neste primeiro semestre. A situação foi influenciada por fatores climáticos, que prejudicaram a safra, principalmente no Sul e Centro-oeste do país. Em Juiz de Fora, o consumidor já sofre com o impacto e, segundo o gerente de marketing do Grupo Bahamas, Nelson Júnior, o valor de venda está cerca de 60% maior, se comparado ao mesmo período do ano passado. E pior: a tendência ainda é de aumento, pois a nova safra ainda vai levar cerca de três meses para chegar aos mercados.
“Nos últimos 25, 30 dias, o preço do feijão realmente surpreendeu a todos. O que tem acontecido é que os diversos tipos de feijão estão com o preço subindo, não apenas o preto, responsável por cerca de 70% do volume de vendas na nossa região”, informou, acrescentando que o alimento produzido na Zona da Mata não é suficiente para suprir a demanda, e por isso existe o impacto local, já que os grandes produtores estão em estados como Paraná e Goiás. “No momento que era para chover, geou. E na época da geada, veio a seca.” Ainda segundo ele, existe preocupação de faltar o alimento nas gôndolas, já que a indústria entrega menos do necessário.
Substituição
Para a nutricionista Carolina Micarello, é possível substituir o feijão por outros alimentos de valor nutricional semelhante. Este seria o caso das leguminosas, como a lentilha, o grão de bico, a soja e a ervilha. “São ricos em proteínas, fibras e vitaminas do complexo B, assim como o feijão.” Quem não abre mão do produto, precisa pesquisar. De acordo com o último levantamento de preços da Secretaria de Agropecuária e Abastecimento, divulgada semana passada, o feijão preto mais barato tem variação de 59,2% nos mercados pesquisados, podendo ser encontrado entre R$ 4,39 e R$ 6,99.

