A greve dos transportadores de combustíveis e de derivados de petróleo em Minas Gerais ainda não chegou a afetar o abastecimento nos postos de combustível de Juiz de Fora. Por meio de nota, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo (Minaspetro) afirmou não ter recebido “nenhuma ligação de revendedores que estão sem combustíveis em seus postos”. A entidade afirma que não sabe precisar se haverá desabastecimento nos próximos dias e quais serão as consequências do movimento dos caminhoneiros.
Na avaliação do sindicato, a situação “se mostra estável”. “O Minaspetro entende que não há a necessidade de a população promover a prática conhecida como “corrida aos postos”, com o objetivo de abastecer os veículos com receio de um possível desabastecimento em decorrência da greve. Isso sim poderia causar um desabastecimento devido ao volume acima do normal que os postos teriam que trabalhar.”
Os transportadores de combustíveis suspenderam os serviços para a BR Distribuidora (Petrobras) na madrugada desta terça-feira (21). Conforme informações do Sindicato dos Transportadores de Combustíveis e Derivados de Petróleo (Sindtanque-MG), muitos caminhões estão estacionados nas portarias das distribuidoras localizadas nas imediações da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim. Outros, continuam nas garagens das transportadoras.
O movimento, que é um protesto contra o baixo valor do frete pago pela BR Distribuidora, a perda de serviço para o transporte por trem, a alta carga de impostos e taxas, além dos altos custos dos insumos que incidem sobre o frete, segue por prazo indeterminado. Os transportadores reivindicam reajuste imediato do valor do frete, subsídio no óleo diesel, redução da carga tributária e do PIS/Cofins, recebimento da diária por hora parada, recebimento do vale-pedágio e incentivos para a modernização da frota e melhoria da malha rodoviária.
