Dois dias após a paralisação de um grupo de motoristas e trocadores, que pegou de surpresa os usuários de transporte coletivo, comprometeu a oferta do serviço e tumultuou o Centro da cidade, a Astransp informou que conseguiu identificar rodoviários que teriam iniciado o ato. A meta é responsabilizar individualmente estes profissionais, por meio de ação judicial que está sendo preparada. Informações de bastidores davam conta, na noite de ontem, de que outro protesto estaria programado para sexta-feira. No entanto, na manhã desta quinta-feira (21), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo (Sinttro/JF), Adilson Rezende, desmentiu o fato. A parada no serviço, segundo ele, pode ocorrer a partir da próxima quinta-feira (28), caso a categoria rejeite a proposta de reajuste.
Conforme a Astransp, com a ajuda de câmeras de monitoramento, as empresas conseguiram avaliar quem deflagrou o movimento. “A interrupção do transporte, sem a devida atenção às regras que legitimam o movimento paredista, constitui crime capitulado no Código Penal, portanto, cabendo um processo tanto civil quanto criminal”, divulgou, por nota. Segundo o diretor financeiro da Astransp, Amauri Natividade Netto, inicialmente, foram identificados seis trabalhadores, cujas características foram repassadas às empresas.
A meta é ajuizar ação de perdas e danos, acionando-os como pessoa física, já que o movimento teria acontecido sem o respaldo dos representantes legítimos da categoria, que encontravam-se em reunião de negociação no momento da paralisação. O Sinttro negou participação. Amauri disse não ter conhecimento dos boatos sobre novo ato ainda esta semana e reforçou que a entidade está empenhada em acertar o acordo coletivo.
A contraproposta da Astransp de 0,5% de ganho real, além dos 7,13% de recomposição inflacionária, será apresentada aos trabalhadores em duas assembleias nesta sexta-feira. Caso não cheguem a um acordo, acontece um novo encontro na segunda-feira, no Ministério do Trabalho. “A partir daí é que vamos tomar os rumos do movimento. Caso não se chegue a um acordo, em 72 horas podemos paralisar as atividades”, esclareceu Adilson.
