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JF tem potencial de consumo de R$ 10,2 bi

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O potencial de consumo em Juiz de Fora aumentou 9,7% em relação a 2011, passando de R$ 9,3 bilhões para R$ 10,2 bilhões. Com este valor, a cidade permaneceu como 34º maior polo consumidor do país, mas perdeu uma posição no ranking estadual para a cidade de Contagem, caindo da terceira para quarta colocação (ver quadro). Os dados são da pesquisa da IPC Marketing Editora que avaliou o consumo nacional e mostrou que, para cada R$ 100 gastos no Brasil, R$ 10 são de consumidores mineiros, sendo R$ 0,37 de juiz-foranos.

De acordo com o diretor da IPC Marketing e responsável pela pesquisa, Marcos Pazzini, a relação entre o aumento do consumo e a queda do ranking estadual mostra que o município de Contagem apresentou maior migração entre classes sociais. "Atualmente, o potencial de consumo está intimamente ligado a transição da classe C para a B. Se o consumo dos juiz-foranos é maior do que em 2011, mas a colocação no ranking desceu, é porque o número de domicílios que viveu essa transição em Contagem foi maior do que em Juiz de Fora." O estudo mostrou que, do total de 171.566 domicílios na cidade, 80.753 pertencem à classe C e 61.804, à classe B.

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Os principais gastos do juiz-forano em 2012 serão com manutenção do lar, alimentação no domicílio e com veículo próprio. A pesquisa apresentou os valores em dólar, e a Tribuna fez a conversão de acordo com a cotação da moeda norte-americana a R$ 2. Neste cálculo, a estimativa é que as despesas com o lar, que incorporam custos com água, luz, aluguel, gás e impostos, representem R$ 5 milhões na cidade. Com a alimentação no domicílio, o valor previsto é de R$ 1,8 milhão, e com material de construção, de R$ 1,4 milhão.

 

Gasto por classe

Na análise das estimativas de gasto por classes, a pesquisa revela diferença entre as prioridades dos consumidores. Apesar da manutenção do lar liderar a intenção de consumo entre todas as classes, algumas categorias ganham destaque conforme a renda por domicílio. As despesas com viagens representam R$ 124 mil para a Classe A. Já a Classe B, possui uma alta perspectiva de consumo com vestuário – R$ 341 mil, e gastos com matrículas e mensalidades, que totalizam R$ 228 mil.

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Para a classe C, os gastos com medicamentos chegarão a R$ 220 mil em 2012. Entre os integrantes desta classe, a intenção de consumo com vestuário e eletrodomésticos é alta, sendo de R$ 177 mil e R$ 135 mil, respectivamente. A análise da classe D mostra as mesmas prioridades. A estimativa de despesas com medicamentos é de R$ 30 mil, com vestuário, de R$ 28 mil e eletrodomésticos, de R$ 22 mil.

Na classe E, os gastos com medicamentos, eletrodomésticos, transportes urbanos e higiene cuidados pessoais são apontados como prioridades. Os valores da análise por classes também foram convertidos pela Tribuna a partir da cotação do dólar a R$ 2. A pesquisa da IPC Marketing Editora considerou domicílios da classe A1 (com renda familiar anual de R$ 18.600), A2 (R$ 10.950), B1 (R$ 6.410), B2 (R$ 3.175), C 1 (R$ 1.950), C2 (R$ 1.310), D (R$ 870) e E (R$ 560).

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