Depois de atingir o preço de até R$ 3,27 (a versão aditivada) em Juiz de Fora, o litro da gasolina está começando a apresentar redução nos postos da cidade. Em alguns estabelecimentos, a queda chegou a R$ 0,14 de uma semana para outra, em função da concorrência entre os postos. Dos dez estabelecimentos ouvidos pelo jornal ontem, apenas um não havia modificado seus preços.
A maior redução foi verificada no Posto Xodó, cujo litro da gasolina passou de R$ 3,139 para R$ 2,999 – uma queda de R$ 0,14. No Girassol, o combustível chegou a custar R$ 2,899 na última segunda-feira. Já no Rumo Certo, a queda foi de R$ 0,10 em menos de uma semana. De acordo com a auxiliar administrativa do estabelecimento Tatiana Dantas, não é possível prever por quanto tempo esse valor irá permanecer. Não houve queda de preço nas distribuidoras. O que fizemos foi reduzir a margem para aproveitar o movimento dos motoristas que pretendem viajar no feriado da Semana Santa. Segundo o gerente do Posto Sete Anões, Alexandre Castro, o preço passou de R$ 3,129 para R$ 2,999. O movimento cresceu 18% desde que o preço caiu. Muitas pessoas estão abastecendo para viajar.
Conforme o presidente regional do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro), Carlos Alberto Jacometi, o custo do combustível não caiu, e a tendência é de alta. Mas, os postos estão acirrando a concorrência entre si de olho nos motoristas que pretendem encher o tanque para pegar a estrada no feriado. Ainda segundo ele, os valores deverão ficar no patamar entre R$ 3,10 e R$ 3,20 na cidade. Já o álcool começou a cair nas distribuidoras e o reflexo também está chegando aos postos, que estão com preços entre R$ 0,10 e R$ 0,20 menores.
Medidas
Para conter o preço do combustível, o Governo deverá divulgar um pacote de medidas no próximo mês. A informação é do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, que disse à Agência Estado que já estão em andamento soluções para baratear o etanol. Estamos trabalhando no Governo para que não venhamos com uma medida mágica, mas com uma série de medidas, afirmou, ao fim de entrevista coletiva para apresentar um balanço da missão brasileira à China, na semana passada.
Em relação à Agência Nacional de Petróleo (ANP), o próprio setor já teria digerido bem essa mudança, porque, como contrapartida, o Governo promete benefícios. A intenção é a de que o Estado financie diretamente, subsidie ou, pelo menos, facilite o processo de investimentos do setor no Brasil, que foi interrompido em 2008 em função da crise financeira internacional.
