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Fábrica da Ferreira Guimarães em Barbacena poderá ser fechada

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Funcionários da companhia organizaram uma manifestação nesta quarta-feira
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Funcionários da companhia organizaram uma manifestação nesta quarta-feira

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A fábrica da Companhia Têxtil Ferreira Guimarães em Barbacena, que emprega 220 funcionários, poderá ser fechada no próximo dia 30 de outubro. A unidade faz parte da massa falida da companhia têxtil, que inclui a empresa em Juiz de Fora, a Hidrelétrica Antônio Carlos e a Represa São Pedro. De acordo com o gerente da Ferreira Guimarães, José Antônio Reis Ferreira, na última semana, uma reunião entre os administradores da massa falida e a juíza da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Márcia Cunha, resultou na indicação para que os credores da empresa sejam ressarcidos. "Inicialmente, a proposta era pela venda do ‘negócio’ das fábricas. Como não apareceram compradores, o Ministério Público optou pela venda dos imóveis. Dessa forma, as portas teriam que ser fechadas".

Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, onde tramita o processo de falência da companhia, outro fator pode acelerar o fechamento: a empresa Asset Allocation Assessoria e Participações Limitada pretende adquirir a Hidrelétrica Antônio Carlos, que fornece 30% da energia consumida na fábrica. "Mais uma vez ressalto que a imissão na posse só poderá ocorrer quando da paralisação da unidade fabril de Barbacena, que se utiliza de boa parte da energia gerada", afirmou a juíza Dra. Marcia Cunha, no texto da decisão judicial .

O presidente do Sindicato de Fiação e Tecelagem de Barbacena, Luiz Carlos Condé, explica que o fechamento do local afetaria não só os 220 funcionários. "Diversas pequenas fábricas são contratadas da Ferreira Guimarães, que é a principal fábrica da região, responsável por mais da metade da nossa produção. Calculamos que caso, ela realmente feche, mais de 800 pessoas serão afetadas diretamente e cerca de 1.800 de forma indireta.

Manifestação

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Para tentar evitar o fechamento da fábrica e chamar atenção da opinião pública, funcionários da Ferreira Guimarães organizaram uma manifestação nesta quarta-feira (19) pela manhã no pátio da fábrica. Conforme Condé, mais de 300 pessoas foram protestar. "Desde 2007, o sindicato está nessa luta. Já buscamos a forma de corporativas, uma flexibilidade fiscal com o Governo. Estamos buscando alternativas. Não podemos ser abandonados".

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