
Supermercado monta banca com produtos mais procurados nos festejos de São João
Antes de encher o carrinho com alimentos e bebidas típicos das Festas Juninas, o consumidor juiz-forano deve ficar atento. Os produtos sazonais estão chegando às gôndolas quase 80% mais caros este ano. Esta é a diferença aproximada da canjica branca, cuja marca mais barata era encontrada, em média, a R$ 1,23 em 2011. Este ano, é vendida a R$ 2,21, alta de 79,67%. No segundo lugar dos maiores reajustes (46,7%) está a canela em pó, que subiu de R$ 1,97 para R$ 2,89 de um ano para o outro.
Os dados resultam de comparação de custo de dez dos produtos mais consumidos nessa época do ano, feita pela Tribuna com base no Disque Junina, pesquisa realizada pela Secretaria de Agropecuária e Abastecimento (SAA) nos dias 15 de junho de 2011 e 17 de maio deste ano. Ainda de acordo com o levantamento, apenas dois alimentos apresentaram queda no preço de um ano para o outro: o amendoim de marca mais barata, que era vendido, em média, a R$ 3,83 em 2011 e passou para R$ 3,65 este ano (-4,69%) e a rapadura, cujo custo passou de R$ 4,99 para R$ 3,79 (-24%) no mesmo período.
O coordenador de pesquisas da SAA, Júlio Alvarenga, atribui a alta ao mercado. Ele identifica que os produtos que apresentaram as maiores variações de custo este ano entre os estabelecimentos consultados: canela em casca (244,9%), vinho tinto mais barato (209,29%) e batata doce (179%), também tiveram elevada oscilação em 2011, de 152,54%, 86,25% e 100,67%, respectivamente. A expectativa de Júlio é que, ao longo das outras três pesquisas que serão realizadas este ano, divulgadas sempre às quintas-feiras, exista acomodação dos preços em função da concorrência, a exemplo do que acontece com as outras pesquisas sazonais. "A função do Disque Junina é exatamente essa", avalia.
Alta
Um dos produtos mais utilizados no preparo de alimentos das festas de São João, o milho, apresenta escalada de preços em Juiz de Fora. Conforme levantamento da Ceasa Minas, o fardo do milho de pipoca com dez quilos, que era comercializado a R$ 10,50 no dia 19 de maio do ano passado, quase triplicou, passando para R$ 30 na média da coleta mais recente, realizada em 17 de maio deste ano. O aumento é de 185%. No alimento seco, vendido a saca com 50 quilos, a alta foi menor, de 4,5%. Em 2011, o valor médio encontrado era R$ 33,50. Este ano, é de R$ 35.
Conforme o presidente-executivo da Associação Brasileira de Produtos de Milho (Abramilho), Alysson Paolimelli, a demanda pelo alimento é elevada. Segundo ele, mesmo com a seca no Sul do país, no início do ano, que impactou o preço, as perspectivas para o alimento são boas. A meta é que a produção triplique nos próximos anos, atingindo a marca de dez milhões de hectares. Já na próxima safra, afirma, é possível que o cultivo do grão se iguale ao da soja, podendo até ultrapassá-lo.

