Trabalhadores de indústrias moveleiras de Ubá entraram ontem no terceiro dia de paralisação para pressionar pela celebração do acordo coletivo. De acordo com estimativa do Sindicato dos Marceneiros de Ubá, cerca de 800 trabalhadores continuavam de braços cruzados nesta quarta-feira (19). Uma novidade, adianta o presidente da entidade José Carlos Reis Pereira, é que começaram a ser fechados acordos com as empresas, com o pagamento do reajuste de 8% e do retroativo, em parcela única, à data base que venceu em setembro. Os rumos do movimento serão definidos em assembleia realizada nesta quinta. Os dias de paralisação devem ser descontados das férias. Os trabalhadores reivindicam 9,68% de reajuste e melhores condições de trabalho. Além disso, são contrários à aprovação de reformas em discussão em Brasília.
O protesto desta quarta foi realizado em frente à sede do Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Mobiliário de Ubá (Intersind). Em posicionamento, divulgado na segunda, a entidade afirmou que já havia sido oferecido pelas empresas, como índice de reajuste, o percentual de 8%. O Intersind salientou que, “apesar da oposição do sindicato laboral, quanto ao índice acima citado e já oferecido anteriormente, todo o esforço continua sendo realizado pelo Intersind para que as negociações se concretizem”. O comunicado destacou, ainda, que a instauração de dissídio coletivo se deu, exclusivamente, por interesse e vontade do sindicato laboral. “Entendemos que o melhor caminho, neste momento de enfrentamento da crise, é a busca de uma negociação justa, assim, além de garantir um reajuste adequado a atual situação da economia brasileira, será possível garantir também a manutenção dos postos de trabalho e de milhares de empregos ao cidadão ubaense.”
A Estofados Ferrari, uma das empresas procuradas pela Tribuna na segunda-feira, afirmou, nesta quarta, que “sempre honrou com seus compromissos com rigorosa pontualidade, em especial àqueles inerentes às relações trabalhistas e sociais para com seus colaboradores”. A empresa garantiu que a jornada de trabalho sempre foi conduzida com base nos dispositivos legais. Em relação ao reajuste salarial, a informação é que as negociações estão sendo conduzidas pelo Intersind, “de forma transparente, através de parâmetros econômicos do setor e com o devido respeito reservado a todos os envolvidos”. Por nota, também foi destacado que os colaboradores em efetivo exercício de suas funções estão aptos para este fim. “Não possuímos, em nossas dependências ou estabelecimentos, qualquer profissional acometido por incapacidade laboral por saúde ou qualquer outro motivo.”
