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JF cai para 40º lugar no ranking de exportação em Minas Gerais

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Juiz de Fora fechou 2011 com volume de importações seis vezes maior que o de exportações. Com isso, a balança comercial teve déficit de US$ 841 milhões, o maior desde 2000 (ver quadro). No ano passado, foram cerca de US$ 161 milhões exportados contra mais de US$ 1 bilhão importado, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Na comparação com 2010, houve queda drástica no envio de produtos ao exterior (70%). Já na aquisição, foi constatada alta de quase 12%.

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Apesar de o município apresentar déficit na balança desde 2000, o do ano passado foi o maior da década. Em 2010, a diferença entre exportações e importações atingiu US$ 354 milhões, menos da metade ante a de 2011. Entre as principais empresas exportadoras, Votorantim Metais assumiu a liderança, com participação de 62,44%, tomando o lugar mantido pela Mercedes-Benz desde 2006. A ArcelorMittal manteve a segunda posição (12,11%). Em terceiro lugar ficou a Becton Dickinson (10,96%), seguida pela Mercedes (7,16%). Entre as importadoras, a montadora está em primeiro lugar com 63,31%, seguida por Votorantim (16,28%), Chrysler Group (9,90%), ArcelorMittal (2,17%) e MRS Logística (2,05%).

O coordenador do Centro Industria e economista Antônio Flávio Luca do Nascimento fez um estudo sobre a situação de Juiz de Fora nos rankings estadual e nacional. Ele constatou que, em 2011, a cidade ficou em 40º lugar no estado e em 220º lugar no país em exportações, sendo que já ocupou o 6º lugar em Minas em 2009 e o 49º no país em 2008. Em se tratando de importações, a cidade estava, no ano passado, na terceira posição mineira, sendo que já usufruiu da liderança em 2006. No país, ficou em 54º, mas já obteve o 32º em 2008. "Essas quedas prejudicam a cidade no que concerne à arrecadação, pois o município deixa de gerar receitas e riquezas, como circulação de mercadorias, tecnologia, melhoria de qualidade e empregos."

Ainda conforme dados da Secex, os principais países de destino são Malásia, Estados Unidos, Bélgica, Alemanha e Peru nas exportações, e Alemanha, Argentina, Peru, Estados Unidos e México na origem das importações. O zinco foi o principal produto exportado, e os automóveis, o importado. Os bens de consumo duráveis foram os mais enviados ao exterior, enquanto os bens intermediários, os mais adquiridos de outros países.

Cenário

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Na opinião do economista, a reestruturação da Mercedes-Benz, que converteu, no ano passado, a planta juiz-forana para produção de caminhões, e a retração do mercado externo às commodities, que só agora começam a recuperar o preço, explicam o cenário visto na balança juiz-forana. O economista também destaca a influência dos projetos de expansão postergados ou reduzidos pelas grandes empresas, como precaução pela resposta do mercado à crise financeira internacional.

Na avaliação de Antônio Flávio, a participação da União Européia como principal bloco econômico de origem e destino dos produtos juiz-foranos não é favorável, já que a tendência é que não aumente o consumo por lá, como reflexo da retração mundial. O economista avalia que Juiz de Fora não tem cultura exportadora e aponta a necessidade de inversão da pauta, hoje concentrada em matéria-prima, mas que seria enriquecida com os produtos acabados, de maior valor agregado. Para o economista, o início da produção de caminhões na fábrica da Mercedes na cidade vai mudar o panorama juiz-forano em 2012, mesmo com o viés ruim do agravamento da crise, principalmente na comunidade européia e nos Estados Unidos.

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