Parte dos trabalhadores da Mercedes-Benz inclusos no lay-off tiveram dificuldades para retirar ontem a “bolsa de qualificação profissional”, benefício concedido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) durante o período de suspensão dos contratos de trabalho. O Sindicato dos Metalúrgicos de Juiz de Fora e Região precisou intervir junto ao MTE em Juiz de Fora. Os funcionários da montadora disseram que, ao tentar realizar o saque, foram informados de que não havia dinheiro nas contas.
O presidente do sindicato, João César da Silva, explica que o requerimento só é emitido se os dados do trabalhador e da empresa estiverem em conformidade, e isto inclui a homologação do acordo, que, segundo ele, aconteceu no começo deste mês. “O erro está no ministério, pois emitiram o documento na data em que o dinheiro não estaria disponível.”
O chefe do Setor de Relações do Trabalho da Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Juiz de Fora, Sérgio Nagasawa, disse que o acordo firmado entre a Mercedes e o sindicato foi homologado no dia 11 de setembro e que o problema pode ter sido causado por pedidos feitos antes desta data. “Quem entrou antes, precisa procurar novamente o MTE.” Ainda segundo Nagasawa, o requerimento para a bolsa exige os mesmos requisitos para solicitar o seguro desemprego. O pagamento é proporcional ao salário, e a complementação do vencimento é feita pela montadora. Procurada, a Mercedes não emitiu comunicado sobre o ocorrido. Até o momento, 168 trabalhadores estão inseridos no lay-off.
